China faz apelo aos EUA contra guerra no espaço, e Rússia diz que órbita deve ser livre de armas
A Rússia e a China reagiram nesta terça-feira (15) ao anúncio feito um dia antes pela Força Espacial dos Estados Unidos de que o país mantém armas posicionadas em órbita . É a primeira vez que Washington reconhece oficialmente possuir esse tipo de capacidade militar no espaço. Leia mais (09/15/2026 - 09h11)

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A Rússia e a China reagiram nesta terça-feira (15) ao anúncio feito um dia antes pela Força Espacial dos Estados Unidos de que o país mantém armas posicionadas em órbita . É a primeira vez que Washington reconhece oficialmente possuir esse tipo de capacidade militar no espaço.

Moscou pediu que o espaço seja matnido livre de armamentos. "Acreditamos que o espaço deve estar livre de qualquer arma", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, a jornalistas. "Contamos com um amplo consenso internacional para continuar trabalhando em prol da completa desmilitarização do espaço", acrescentou.
Pequim também instou Washington a deixar de "se preparar para a guerra" no espaço. O Ministério das Relações Exteriores chinês alertou contra a transformação do espaço em campo de batalha e contra uma corrida armamentista na área.
"Instamos o lado americano a parar de ampliar suas capacidades militares e de se preparar para a guerra no espaço sideral", declarou o porta-voz do ministério, Guo Jiakun, a jornalistas.

Ao fazer o anúncio, a Força Espacial dos EUA citou diretamente os dois países como ameaças no domínio espacial. Sobre a China, o comunicado afirma que o país "desenvolve e opera capacidades espaciais e antiespaciais como parte de uma estratégia de modernização militar".
Já a Rússia, segundo o anúncio americano, "considera o espaço um domínio de combate" e vê a supremacia espacial como fator decisivo em conflitos futuros.
A militarização do espaço é tão antiga quanto a própria corrida espacial. Desde o lançamento do satélite soviético Sputnik, em 1957, Washington e Moscou passaram a explorar formas de armar e de destruir equipamentos em órbita.

Na época, a principal preocupação eram armas nucleares no espaço. Em 1967, os dois países e outras potências assinaram o Tratado do Espaço Sideral, que proíbe a colocação de armas de destruição em massa em órbita, mas não impede o desenvolvimento de outras capacidades militares.
Desde então, Rússia, EUA, China e Índia têm desenvolvido formas de conduzir operações militares no espaço sem violar o tratado, incluindo capacidades para atacar os satélites de países rivais, fundamentais para comunicações militares, vigilância e sistemas de navegação.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/china-faz-apelo-aos-eua-contra-guerra-no-espaco-e-russia-diz-que-orbita-deve-ser-livre-de-armas.shtml.

Centro de Operações Conjuntas do Comando Espacial dos EUA, no Colorado - 27.jan.26/via Reuters · 27.jan.26/via Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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