Política

    China estende investigações sobre barreiras comerciais dos EUA

    Investigação de práticas que prejudicam cadeias globais de produção se estende até 27 de dezembro

    Poder360
    30 de setembro de 2026 às 21:44
    China estende investigações sobre barreiras comerciais dos EUA
    Foto: Poder360

    Investigação de práticas que prejudicam cadeias globais de produção se estende até 27 de dezembro

    O Ministério do Comércio da China anunciou nesta 4ª feira (30.set.2026) que prorrogou as investigações sobre barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos. O inquérito apura se o país prejudica cadeias globais de produção e abastecimento e dificulta o comércio de produtos verdes.

    As investigações foram iniciadas em 27 de março de 2026 e agora se estendem até 27 de dezembro de 2026. A prorrogação foi justificada pela complexidade dos casos.

    Apesar de avanços na visita de Xi aos EUA, China mantém postura firme em relação a tarifas dos EUA
    Apesar de avanços na visita de Xi aos EUA, China mantém postura firme em relação a tarifas dos EUA — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    De acordo com o Ministério do Comércio chinês, as investigações abrangem práticas e medidas dos EUA que podem “prejudicar gravemente” os interesses comerciais de empresas chinesas. Algumas dessas medidas podem violar regras da OMC (Organização Mundial do Comércio) e outros tratados econômicos e comerciais firmados conjuntamente ou dos quais Pequim e Washington participam.

    As evidências e informações preliminares obtidas pelo ministério indicam que essas práticas incluem, entre outras, a restrição ou proibição de exportações de produtos de alta tecnologia para a China e o cerceamento de investimentos bilaterais em setores estratégicos.

    A investigação também indica restrições às exportações de produtos verdes para os Estados Unidos, atrasos na implantação de projetos de energia renovável e limitações à cooperação tecnológica relacionada a produtos verdes.

    Bandeiras dos EUA e China
    Bandeiras dos EUA e China — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Em agosto, a China tentou se juntar ao Brasil no processo de consulta contra os EUA na OMC (Organização Mundial do Comércio). Os EUA, porém, rejeitaram o pedido chinês para se juntar às consultas pedidas pelo Brasil.

    A decisão foi anunciada menos de 1 semana depois da visita de Estado do presidente da China, Xi Jinping (PCCh), a Donald Trump (Partido Republicano) na Casa Branca. Na ocasião, o líder chinês pediu a colaboração dos países nos setores de IA e comércio e obteve alguns resultados significativos na parceria comercial com os EUA.

    Trump, no entanto, rejeitou a parceria em IA com o lado chinês. A proposta para o setor comercial recebeu sinal verde em alguns quesitos.

    Xi sinalizou que a China tem disposição a receber empresas norte-americanas e disse esperar reciprocidade dos EUA. Durante a visita, os EUA anunciaram que concordaram em prorrogar uma trégua comercial entre os países por mais 2 meses.

    O acordo, costurado em outubro do ano passado e que congelou as tarifas, venceria em novembro e agora foi prorrogado até 10 de janeiro.

    Na 2ª feira (28.set), EUA e China divulgaram listas recíprocas de produtos que terão tarifas reduzidas, em um acordo avaliado em cerca de US$ 30 bilhões de cada lado.

    A lista chinesa abrange 1.619 produtos norte-americanos com entrada no mercado da China. As categorias incluem commodities agrícolas, produtos de cuidados pessoais, madeira, equipamentos médicos e carvão. Leia aqui a lista, em chinês (PDF – 378 kB).

    Já a lista norte-americana cobre 77 itens de produtos chineses exportados para os EUA, entre eles fogos de artifício, eletrodomésticos, vidro, enfeites natalinos de madeira e bolas de futebol. Leia aqui a lista, em inglês (PDF – 147 kB).

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-china/china-estende-investigacoes-sobre-barreiras-comerciais-dos-eua/.

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    Apesar de avanços na visita de Xi aos EUA, China mantém postura firme em relação a tarifas dos EUA — Foto: Poder360

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