Política

    China e UE negociam tarifas e comércio de veículos elétricos

    Acordo projeta diálogo sobre subsídios, terras raras e investimentos; nova reunião comercial será em março de 2027

    Poder360
    10 de outubro de 2026 às 13:46
    China e UE negociam tarifas e comércio de veículos elétricos
    bandeira-china — Foto: Poder360

    Acordo projeta diálogo sobre subsídios, terras raras e investimentos; nova reunião comercial será em março de 2027

    China e UE (União Europeia) concordaram em buscar relações comerciais mais equilibradas e manter o diálogo sobre tarifas, veículos elétricos e exportações de matérias-primas estratégicas. O entendimento foi anunciado na 6ª feira (9.out.2026), depois de uma reunião entre representantes dos 2 lados em Pequim.

    O encontro foi realizado na 5ª feira (8.out) e na 6ª feira (9.out), durante a 2ª reunião do mecanismo de consulta sobre comércio e investimento entre China e UE . O ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, e o comissário europeu para Comércio e Segurança Econômica, Maros Sefcovic, copresidiram as negociações.

    China se comprometeu a facilitar a análise de pedidos de licenças para exportar terras raras e ímãs permanentes destinados à UE; na imagem, bandeira da China
    China se comprometeu a facilitar a análise de pedidos de licenças para exportar terras raras e ímãs permanentes destinados à UE; na imagem, bandeira da China — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    As delegações chegaram a um consenso sobre 16 pontos , que incluem tarifas, controles de exportação, proteção da propriedade intelectual e reformas na OMC (Organização Mundial do Comércio), entidade que estabelece regras para o comércio internacional.

    China e UE concordaram em avaliar a possibilidade de reduzir tarifas sobre determinados produtos , desde que as medidas respeitem as regras da OMC. Também chegaram a um entendimento sobre o comércio de veículos híbridos.

    Em relação aos veículos elétricos fabricados na China, as partes continuarão discutindo compromissos de preços assumidos pelas empresas e revisões das medidas antissubsídios adotadas pela UE . Essas medidas buscam combater vantagens comerciais consideradas injustas quando empresas recebem apoio financeiro de seus governos.

    Os dois lados também concordaram em realizar um diálogo técnico sobre o Regulamento de Subsídios Estrangeiros da UE , que permite investigar se recursos concedidos por governos de fora do bloco distorcem a concorrência no mercado europeu.

    A China se comprometeu a facilitar a análise de pedidos de licenças para exportar terras raras e ímãs permanentes destinados à UE por meio de um mecanismo de tramitação acelerada, chamado de “canal verde” .

    As terras raras são um grupo de elementos químicos usados na fabricação de produtos como motores elétricos, equipamentos eletrônicos e tecnologias de energia. Os ímãs permanentes produzidos com esses materiais são importantes para motores de veículos elétricos e equipamentos industriais.

    Em contrapartida, a UE e seus Estados-membros continuarão trabalhando para resolver casos relevantes de licenciamento de produtos chineses classificados como bens de duplo uso , que podem ter aplicações civis e militares.

    As partes também concordaram em avaliar oportunidades de cooperação em investimentos para estimular o desenvolvimento econômico dos dois lados.

    China e UE reafirmaram o compromisso de resolver divergências comerciais com base nas regras da OMC. As equipes responsáveis pelas negociações deverão acompanhar a implementação dos pontos acordados e preparar os próximos encontros.

    Uma videoconferência ministerial está projetada para janeiro de 2027 . A 3ª reunião do mecanismo de consulta sobre comércio e investimento deverá ser realizada em março do mesmo ano.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-china/china-e-ue-negociam-tarifas-e-comercio-de-veiculos-eletricos/.

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    China se comprometeu a facilitar a análise de pedidos de licenças para exportar terras raras e ímãs permanentes destinados à UE; na imagem, bandeira da China — Foto: Poder360

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