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    China adia lançamento de missão para procurar água no polo sul da Lua

    Agência diz que decisão foi tomada após uma

    UOL
    23 de agosto de 2026 às 17:00
    China adia lançamento de missão para procurar água no polo sul da Lua
    Foguete chinês branco erguido na plataforma de lançamento sob céu nublado. Bandeiras vermelhas e azuis com caracteres chineses cercam a base, destacando apoio e celebração. — Foto: UOL

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    A missão chinesa Chang'e-7, cujo objetivo é procurar água no polo sul da Lua , não será mais lançada neste ano. O adiamento resulta de uma "avaliação abrangente", informou neste domingo (23) a agência estatal de notícias Xinhua.

    O foguete Longa Marcha 5, da missão lunar Chang'e-7 - Yang Guanyu/Xinhua · Yang Guanyu/Xinhua
    O foguete Longa Marcha 5, da missão lunar Chang'e-7 - Yang Guanyu/Xinhua · Yang Guanyu/Xinhua — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A Chang'e-7 "não reúne as condições necessárias para o lançamento e, portanto, não poderá ser realizada dentro da janela de lançamento prevista para este ano", disse a Xinhua, citando autoridades do país.

    O lançamento da missão era previsto para este domingo, com a decolagem do foguete Longa Marcha 5 a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Wenchang, na província de Hainan.

    O foguete levaria ao espaço um orbitador, um pousador, um rover e um saltador (uma espécie de pequena sonda-foguete), além de uma série de instrumentos científicos, como analisadores de água, câmeras e radares.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    O plano era descer nos arredores da cratera Shackleton, uma depressão permanentemente mergulhada na sombra. A borda irregular da cratera, no entanto, é iluminada pela luz solar quase continuamente.

    Cientistas dizem acreditar que crateras na região do polo sul lunar possam preservar água e compostos orgânicos voláteis. Segundo a Nasa , as temperaturas podem cair a até 203 graus Celsius negativos em algumas dessas áreas sombreadas.

    Encontrar água acessível é crucial para futuras bases lunares, pois poderia fornecer água potável e oxigênio para os astronautas, além de servir como matéria-prima para combustível de foguetes, reduzindo a necessidade de dispendiosas missões de reabastecimento a partir da Terra.

    Surfista Ítalo Ferreira durante eclipse solar em praia entre as cidades de Natal e Baía Formosa, no Rio Grande do Norte - (Foto: Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool)
    Surfista Ítalo Ferreira durante eclipse solar em praia entre as cidades de Natal e Baía Formosa, no Rio Grande do Norte - (Foto: Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool) — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Diferentemente da maior parte do satélite, onde uma noite lunar dura até 14 dias terrestres, os picos elevados e as bordas das crateras próximas ao polo sul recebem luz solar quase constante e seriam um local ideal para um posto avançado lunar, com um clima térmico relativamente estável e fornecimento contínuo de energia solar.

    Por enquanto, apenas a Índia conseguiu pousar nas proximidades do polo sul lunar, com a Chandrayaan-3, em 2023.

    A Chang’e-7 representa um passo importante no plano de Pequim de estabelecer uma presença humana permanente na Lua. Os dados coletados nessa missão e na sua sucessora, a Chang’e-8, prevista para 2029, serão cruciais para a tentativa de um pouso, com astronautas, até 2030.

    A ambição da China de levar humanos à Lua e construir uma base avançada perto do polo sul coincide com a dos EUA. O programa Artemis, da Nasa, pretende levar astronautas ao satélite até 2028 e também estabelecer, nos próximos anos, uma presença contínua no solo lunar

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/08/china-adia-lancamento-de-missao-para-procurar-agua-no-polo-sul-da-lua.shtml.

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