Chefe do FMI se diz alarmada com o tsunami em câmera lenta da IA sobre empregos e impostos
A diretora-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional) alertou para a ameaça de disrupção que a inteligência artificial representa para o mercado de trabalho e a arrecadação tributária, instando formuladores de políticas públicas a repensar a educação e agir agora para ajudar a sociedade a se adaptar. Leia mais (10/12/2026 - 11h24)

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Bloomberg A diretora-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional) alertou para a ameaça de disrupção que a inteligência artificial representa para o mercado de trabalho e a arrecadação tributária, instando formuladores de políticas públicas a repensar a educação e agir agora para ajudar a sociedade a se adaptar.

"É um tsunami em câmera lenta, mas ainda assim um tsunami", disse a diretora-geral Kristalina Georgieva na segunda-feira (5), durante sua primeira participação nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial em Bangkok.
Ao falar em uma sessão sobre o impacto da IA no emprego, ela afirmou que a tecnologia já está reduzindo a demanda por muitos trabalhadores ao assumir tarefas rotineiras e repetitivas. Ao mesmo tempo, vem aumentando o número de empregos de baixa remuneração em setores como o da construção civil, o que, segundo ela, "não é motivo para comemorar".
Trata-se de uma transformação com consequências de longo alcance para as finanças públicas, disse Georgieva. O risco é que a IA pressione as receitas dos governos ao direcionar a economia para o capital e afastá-la do trabalho —tradicionalmente a principal fonte de arrecadação tributária.

As declarações são o mais recente alerta sobre o possível impacto da IA nos empregos e na economia global. Jovens trabalhadores em áreas mais expostas à IA já enfrentam uma desaceleração nas contratações, deixando os novos candidatos a vagas de nível inicial muito mais vulneráveis. Também cresce a preocupação de que a tecnologia amplie a desigualdade, já que, até agora, seus benefícios estão concentrados em um grupo restrito de trabalhadores e economias, apesar de um superciclo global de investimentos.
"Hoje, não podemos imaginar exatamente como será o mundo do trabalho daqui a cinco anos", afirmou. "Mas podemos agir com rigor e avaliar cuidadosamente o que está acontecendo, para então tirar lições e, acima de tudo, colocá-las em prática agora."
Apesar das dificuldades para o emprego, a tecnologia pode, no fim das contas, ter um efeito positivo sobre o crescimento geral. O FMI estima que a disseminação da IA possa acrescentar até um ponto percentual ao crescimento das economias avançadas da Ásia .

Esse impulso ao crescimento "é algo muito significativo", disse Georgieva, acrescentando que ele irá "mais do que compensar" o impacto negativo do envelhecimento populacional nos países ricos da região.

Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/ia/2026/10/chefe-do-fmi-se-diz-alarmada-com-o-tsunami-em-camera-lenta-da-ia-sobre-empregos-e-impostos.shtml.

Diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, durante encontro com representantes da sociedade civil nas Reuniões Anuais de 2026 do fundo, em Bangkok, na Tailândia - Patipat Janthong - 12.out.2026/Reuters · Patipat Janthong - 12.out.2026/R — Foto: Folha de S.Paulo
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