Chefe de comércio dos EUA diz que limites de tarifas em acordos serão respeitados em investigação
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou nessa terça-feira (29) que o governo Donald Trump levará em consideração os limites tarifários negociados em acordos comerciais com outros países ao avaliar possíveis novas tarifas no âmbito de uma investigação sobre o excesso de capacidade industrial.

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O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou nessa terça-feira (29) que o governo Donald Trump levará em consideração os limites tarifários negociados em acordos comerciais com outros países ao avaliar possíveis novas tarifas no âmbito de uma investigação sobre o excesso de capacidade industrial.

Questionado antes de uma reunião do G20, Greer disse que não queria antecipar o resultado de uma investigação pendente, conduzida com base na Seção 301, que se concentra no excesso de capacidade da China e de outros importantes parceiros comerciais.
"Não quero me antecipar ao relatório nem às medidas propostas, mas o que posso dizer a esse respeito é que valorizamos esses acordos e certamente os levaremos em conta ao analisarmos quaisquer conclusões desse relatório", afirmou Greer.
"O que também posso dizer é que muitos desses acordos, à medida que são implementados, contribuem muito para mitigar alguns dos impactos do excesso de capacidade que possa existir nesses países", declarou Greer.

O governo Trump tem usado a presidência do processo de cúpulas do G20 neste ano para chamar a atenção para o excesso de capacidade produtiva da China e para sua dependência excessiva das exportações como motor de crescimento.
Na reunião de ministros das Finanças do G20 realizada em Asheville (EUA), no início de setembro, todos os países-membros do grupo, com exceção da China, concordaram em adotar medidas contra esse tipo de política.
A União Europeia está entre as 16 economias alvo da investigação sobre excesso de capacidade, ao lado de Japão e Coreia do Sul . O USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos ) citou os grandes superávits comerciais da UE —especialmente nos setores de produtos químicos, máquinas e veículos na Alemanha, e de produtos farmacêuticos na Irlanda— como possíveis indícios de excesso de capacidade.

Os acordos comerciais firmados pela UE, pelo Japão e pela Coreia do Sul com o governo Trump limitaram a 15% as tarifas dos EUA sobre seus produtos, ao mesmo tempo que eliminaram em grande parte as tarifas sobre bens industriais norte-americanos. Greer já havia afirmado que "acordo é acordo" ao ser questionado se os EUA respeitariam esses limites.
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A investigação sobre excesso de capacidade foi aberta em março, depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou as amplas tarifas globais de Trump impostas com base em uma lei de emergências nacionais.
O comissário de Comércio da União Europeia, Maros Sefcovic, afirmou que via com bons olhos o foco do governo Trump no combate ao excesso de capacidade industrial durante a reunião do G20. Ele acrescentou que a UE vinha defendendo reformas sobre o tema no âmbito do G20 e da OMC (Organização Mundial do Comércio).
Sefcovic também afirmou que a UE trabalhava para aprofundar a cooperação com os EUA e outros aliados no setor de minerais críticos, a fim de proteger as cadeias de suprimentos e evitar o "uso desses materiais como arma", cuja produção atualmente é dominada pela China.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/chefe-de-comercio-dos-eua-diz-que-limites-de-tarifas-em-acordos-serao-respeitados-em-investigacao.shtml.

Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, participa de audiência no comitê de Finanças do Senado - Annabelle Gordon - 22.jul.26/Reuters · Annabelle Gordon - 22.jul.26/Reuters — Foto: UOL
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