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    ChatGPT lança versão para adolescentes com mais restrições

    A OpenAI restringirá os adolescentes a uma nova versão do ChatGPT , com mais proteções para saúde mental e recursos para estimular o pensamento crítico, enquanto busca responder à reação negativa aos efeitos da IA sobre os jovens. Leia mais (08/18/2026 - 10h10)

    Folha de S.Paulo
    18 de agosto de 2026 às 13:10
    ChatGPT lança versão para adolescentes com mais restrições
    Mãos seguram celular com capa transparente contendo imagens e cartões, incluindo figura de astronauta e bandeira da Austrália. Pessoa veste camiseta branca e pulseiras coloridas. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A OpenAI restringirá os adolescentes a uma nova versão do ChatGPT , com mais proteções para saúde mental e recursos para estimular o pensamento crítico, enquanto busca responder à reação negativa aos efeitos da IA sobre os jovens.

    Adolescente usa celular na Austrália - Jeremy Piper - 14.jul.26/Reuters · Jeremy Piper - 14.jul.26/Reuters
    Adolescente usa celular na Austrália - Jeremy Piper - 14.jul.26/Reuters · Jeremy Piper - 14.jul.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A startup de US$ 852 bilhões começará a disponibilizar globalmente, a partir desta terça-feira (18), uma versão específica do ChatGPT para jovens de 13 a 17 anos , com controles mais rigorosos sobre a geração de imagens e conteúdos relacionados a automutilação, violência, transtornos alimentares e sexo.

    A medida ocorre em um momento em que a OpenAI enfrenta vários processos movidos por famílias que alegam que seus filhos foram prejudicados pelo uso do ChatGPT , enquanto a empresa se prepara para uma IPO (oferta pública inicial de ações) no próximo ano.

    O escrutínio dos efeitos da IA sobre os jovens ocorre enquanto vários países avançam em direção à proibição das redes sociais para menores de 16 anos —medidas que normalmente excluem chatbots de IA, mas que aumentaram a pressão sobre as big techs.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A OpenAI foi processada pela família do norte-americano Adam Raine, de 16 anos, que cometeu suicídio após conversar com o ChatGPT sobre tirar a própria vida. Segundo documentos judiciais, o chatbot forneceu instruções detalhadas.

    Famílias de crianças mortas no ataque a tiros em massa ocorrido em fevereiro em uma escola de Tumbler Ridge, no Canadá, também processaram a OpenAI, depois que veio à tona que o atirador adolescente havia conversado com o ChatGPT sobre intenções violentas nos meses anteriores ao ataque. A conta foi banida meses antes, mas a empresa não entrou em contato com as autoridades policiais.

    "Essas situações são de partir o coração... Um único incidente já é demais", afirmou Lauren Jonas, chefe da área de juventude e famílias da OpenAI.

    (FILES) An illustration photograph taken on February 20, 2025 shows ChatGPT app and website are displayed on a phone and laptop screens, in a residential property in Guildford, south of London. The American company OpenAI announced on Septe
    (FILES) An illustration photograph taken on February 20, 2025 shows ChatGPT app and website are displayed on a phone and laptop screens, in a residential property in Guildford, south of London. The American company OpenAI announced on Septe — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Estamos constantemente aprendendo e aprimorando a forma como identificamos quando um adolescente está passando por dificuldades e oferecemos a ele os recursos adequados de que precisa", relatou Jones.

    O ChatGPT conta com controles parentais que enviam notificações de segurança em situações de alto risco, como quando uma criança fala sobre suicídio ou automutilação. A nova versão para adolescentes acrescenta notificações sobre transtornos alimentares e violência.

    "É preciso encontrar um equilíbrio entre o direito do adolescente à privacidade e a gravidade do dano em si", disse Jonas, ao justificar por que essas questões só foram incluídas na atualização mais recente.

    A política da OpenAI proíbe o uso do chatbot por menores de 13 anos e exige o consentimento dos pais para quem tem menos de 18 anos. A empresa usará a idade declarada pelo usuário, juntamente com "uma combinação de sinais" relativos ao uso, para determinar quando apresentar a versão para adolescentes.

    O ChatGPT para adolescentes os direcionará a aplicações educacionais e incluirá lembretes mais frequentes para fazer pausas e "horários de silêncio", períodos que usuários ou pais poderão definir para bloquear o acesso ao recurso.

    Jonas disse que a OpenAI "não vê, neste momento, um problema de uso nocivo ou de uso prolongado no ChatGPT". No entanto, diante da falta de pesquisas sobre o tema, a empresa afirmou que "adotou uma abordagem conservadora".

    A OpenAI também está tentando responder à preocupação crescente de que os chatbots, ao fornecerem respostas instantâneas às perguntas dos adolescentes, prejudiquem o pensamento crítico e a aprendizagem por meio de uma dinâmica conhecida como "descarga cognitiva".

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    A empresa comunicou que a nova versão terá um "modo de estudo" atualizado, que orientará os adolescentes na resolução de problemas passo a passo, em vez de simplesmente fornecer a resposta.

    Jonas afirmou que 90% dos adolescentes no ChatGPT o utilizam para aprender e que a OpenAI "quer continuar aprimorando essa experiência e transformá-lo em uma ferramenta de aprendizagem".

    "O principal objetivo, acima de qualquer outra coisa, é transformá-lo em uma ferramenta de aprendizagem", acrescentou.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/08/chatgpt-lanca-versao-para-adolescentes-com-mais-restricoes.shtml.

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    Adolescente usa celular na Austrália - Jeremy Piper - 14.jul.26/Reuters · Jeremy Piper - 14.jul.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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