Brasil

    CEO da Saudi Aramco diz que reserva de petróleo está muito baixa e cobra governos

    O CEO da gigante petrolífera Saudi Aramco, Amir Nasser, afirmou nesta segunda-feira (5) que os estoques mundiais de petróleo estão "assustadoramente baixos" e seriam necessários até dois anos para recompor o nível da reserva antes da guerra no Oriente Médio , que se prolonga há mais de sete meses. Leia mais (10/05/2026 - 10h13)

    Folha de S.Paulo
    5 de outubro de 2026 às 13:13
    CEO da Saudi Aramco diz que reserva de petróleo está muito baixa e cobra governos
    Refinaria industrial ao fundo com várias chaminés emitindo fumaça preta e branca. No primeiro plano, terreno seco com poucas árvores e arbustos sob céu claro. — Foto: Folha de S.Paulo

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    O CEO da gigante petrolífera Saudi Aramco, Amir Nasser, afirmou nesta segunda-feira (5) que os estoques mundiais de petróleo estão "assustadoramente baixos" e seriam necessários até dois anos para recompor o nível da reserva antes da guerra no Oriente Médio , que se prolonga há mais de sete meses.

    Fumaça é vista após refinaria da Saudi Aramco ser atacada em Riad, na Arábia Saudita - Divulgação - 03.out.26/Reuters · Divulgação - 03.out.26/Reuters
    Fumaça é vista após refinaria da Saudi Aramco ser atacada em Riad, na Arábia Saudita - Divulgação - 03.out.26/Reuters · Divulgação - 03.out.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O executivo apontou que houve uma redução da oferta de petróleo da região em "quase 3 bilhões de barris", o equivalente a cerca de metade do petróleo bruto e dos combustíveis refinados que teriam passado pelo estreito de Hormuz nesse período.

    Mais de 1 bilhão de barris de petróleo foram retirados das reservas na tentativa de amenizar o déficit, afirmo Nasser.

    Os governos liberaram mais de 300 milhões de barris de reservas estratégicas e concordaram, na sexta-feira (2), em liberar mais , mas Nasser afirmou que a maior parte do volume utilizado veio dos estoques das empresas, que representavam "a última grande ferramenta disponível".

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em seu primeiro discurso público desde o início da guerra, o chefe da estatal saudita disse estimar que "restam hoje menos de 6 bilhões de barris em estoques comerciais, sendo que a grande maioria não está disponível na prática".

    "O sistema já está sob forte pressão", afirmou o CEO da Saudi Aramco na conferência Energy Intelligence Forum, em Londres. "E, com pouquíssimas alternativas às quais o mundo possa recorrer, a margem de segurança para resistir a choques na oferta está assustadoramente reduzida", destacou.

    Ele declarou que tecnologias modernas, incluindo "dados abertos, como imagens de satélite e registros de navegação", estavam "sendo cada vez mais transformadas em armas contra instalações de infraestrutura e navios-tanque".

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nas últimas semanas, o Irã atingiu navios que transitavam pelo estreito de Hormuz , enquanto seus grupos aliados no Iraque e no Iêmen atacaram oleodutos, refinarias e portos da Aramco. "Ferramentas de transparência não devem se transformar em munição para agressões", afirmou Nasser.

    Seus alertas ressaltam os danos causados pelo conflito ao mercado mundial de petróleo, embora um complexo sistema de transporte de petróleo por Hormuz esteja agora ajudando a restabelecer os fluxos.

    Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.

    Os embarques dos países do Golfo subiram para 15,5 milhões de barris por dia no mês passado, o nível mais alto desde o início da guerra e mais de 80% do volume anterior ao conflito, segundo a empresa de dados de navegação Kpler.

    No entanto, esses embarques têm sido extremamente caros, e os mercados de petróleo continuam elevados, com os preços do barril Brent acima de US$ 100 .

    Nasser afirmou que, mesmo após o fim do conflito, "recompor os estoques e, ao mesmo tempo, atender à demanda pode levar até dois anos", e pediu aos governos que deem mais atenção à segurança e à resiliência energéticas.

    Segundo ele, a Aramco estava estudando rotas adicionais para exportar o petróleo bruto saudita e avaliando novas instalações de armazenamento no exterior para ajudar a proteger os clientes contra futuras interrupções.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/ceo-da-saudi-aramco-diz-que-reserva-de-petroleo-esta-muito-baixa-e-cobra-governos.shtml.

    Imagem 1
    1 / 3

    Fumaça é vista após refinaria da Saudi Aramco ser atacada em Riad, na Arábia Saudita - Divulgação - 03.out.26/Reuters · Divulgação - 03.out.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)