Política

    CEO da Casas Bahia diz que “2027 será pior que 2026”

    Empresa entrou com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo; quase 300 lojas foram fechadas

    Poder360
    18 de agosto de 2026 às 00:18
    CEO da Casas Bahia diz que “2027 será pior que 2026”
    Foto: Poder360

    Empresa entrou com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo; quase 300 lojas foram fechadas

    O CEO da Casas Bahia, Renato Franklin, afirmou, nesta 2ª feira (17.ago.2026), que a empresa trabalha com um cenário mais difícil para 2027 do que em 2026. As informações são da Reuters . A rede entrou com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.

    “Não trabalhamos com melhora no cenário macro. Consideramos que 2027 será pior que 2026” , disse Renato Franklin. “O endividamento vai continuar e algumas alavancas que ​deram fôlego para o consumo este ano vão criar um passivo no futuro, o ⁠que pode gerar uma deterioração do cenário ⁠de crédito” , acrescentou o executivo.

    Na foto, o CEO da Casas Bahia, Renato Franklin; pedido de recuperação judicial da empresa foi apresentado depois de uma sucessão de trimestres com prejuízos bilionários
    Na foto, o CEO da Casas Bahia, Renato Franklin; pedido de recuperação judicial da empresa foi apresentado depois de uma sucessão de trimestres com prejuízos bilionários — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Ele afirmou também que a Casas Bahia está ​cada ‌vez mais restritiva na concessão de financiamentos aos consumidores.

    Em fato relevante publicado no domingo (16.ago.2026), o grupo afirmou que o pedido de recuperação judicial foi aprovado depois de uma reunião do Conselho de Administração, realizada na mesma data.

    Segundo o comunicado, o pedido de recuperação judicial se dá em um “contexto de deterioração das condições econômico-financeiras enfrentadas pela companhia, a qual foi impactada, dentre outros fatores, pelo ambiente macroeconômico desafiador, marcado por patamares elevados de taxas de juros, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro” . Eis a íntegra (PDF – 567 kB).

    O pedido de recuperação judicial foi apresentado depois de uma sucessão de trimestres com prejuízos bilionários. No 2º trimestre de 2026, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 10,117 bilhões. Nos primeiros 6 meses de 2026, o prejuízo líquido somou R$ 11,181 bilhões, ante R$ 963 milhões no mesmo período do ano anterior. Leia a íntegra dos resultados do 2º trimestre de 2026 (PDF – 2 MB).

    A Casas Bahia fechou 298 lojas como parte de seu plano de redução de despesas e reduziu o quadro de funcionários.

    Segundo Renato Franklin, os fechamentos das lojas foram feitos em “onda única” , já considerando ‌uma ⁠possível deterioração do mercado ‌no próximo ano e para “não gerar ansiedade por mais ajustes” .

    O executivo afirmou que, com os fechamentos, a empresa eliminou “todas as lojas que estavam na UTI” .

    Em relação às ⁠parcerias da Casas Bahia com empresas de marketplace, ⁠o presidente-executivo declarou que a companhia vai priorizar margens de lucro nos canais on-line e ‌reduzir o volume de vendas não rentáveis. Afirmou que os marketplaces são “viabilizadores desse ajuste que estamos fazendo no mercado digital” .

    Em 2024, a Casas Bahia entrou com um processo de recuperação extrajudicial, resolvido depois de negociações com credores.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/ceo-da-casas-bahia-diz-que-2027-sera-pior-que-2026/.

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    Na foto, o CEO da Casas Bahia, Renato Franklin; pedido de recuperação judicial da empresa foi apresentado depois de uma sucessão de trimestres com prejuízos bilionários — Foto: Poder360

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