CCJ do Senado conclui votação da PEC da Segurança; texto segue ao plenário
Sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado (Foto: Pedro França/Agência Senado) " data-image-caption=" Sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado (Foto: Pedro França/Agência Senado) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2024/08/ccj-senado.jpg?fit=1254%2C663&quality=70&strip=all" />Proposta que amplia atuação federal no combate ao crime organizado segue para o plenário; governo busca aprovação antes do segundo turno The post CCJ do Senado conclui votação da PEC da Segurança; texto segue ao plenário appeared first on InfoMoney .

Sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado (Foto: Pedro França/Agência Senado)
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu nesta quarta-feira (14) a análise da PEC da Segurança Pública, uma das principais apostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ampliar sua atuação no combate à criminalidade. Com a etapa encerrada, o texto está pronto para ser votado no plenário, a onze dias do segundo turno da eleição presidencial.
A aprovação ocorre em meio à tentativa de Lula de ganhar espaço no debate sobre segurança pública, tema que ganhou prioridade na campanha pela reeleição. O governo pretende acelerar a tramitação da proposta e, caso ela seja aprovada definitivamente, avançar com a criação de um Ministério da Segurança Pública, separado da atual estrutura do Ministério da Justiça.

Na última semana, Lula passou a adotar um discurso mais rigoroso sobre o combate ao crime. O presidente apresentou o lema “Para o povo trabalhador, proteção; para o bandido, prisão” e defendeu a aprovação da PEC como parte das medidas necessárias para enfrentar as organizações criminosas.
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A proposta também aproxima o governo de uma agenda explorada por seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), que colocou o endurecimento das políticas de segurança entre os principais compromissos de campanha.

Elaborada originalmente pelo então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, a PEC 18/2025 amplia os instrumentos de atuação do governo federal na segurança pública e estabelece novas regras para o enfrentamento de facções criminosas e milícias.
Uma das principais alterações é a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição. A medida busca ampliar a integração entre as polícias e facilitar operações conjuntas entre União, estados e municípios.
O texto também prevê mudanças na estrutura das forças policiais. Entre elas, estão a possibilidade de criação de polícias municipais, voltadas ao policiamento ostensivo e comunitário, e a ampliação das atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que poderá atuar também em ferrovias e hidrovias federais.

No combate ao crime organizado, a proposta estabelece regras mais severas para integrantes e líderes de facções, milícias e organizações paramilitares. Entre as medidas estão o cumprimento de penas em presídios de segurança máxima ou estabelecimentos especiais e restrições a benefícios penais, como progressão de regime, liberdade provisória e saída temporária.
A PEC ainda amplia as possibilidades de confisco de dinheiro, imóveis e outros bens relacionados às atividades dessas organizações.
Outra mudança envolve o financiamento da segurança pública. O texto prevê mecanismos para proteger recursos destinados ao setor e ampliar os investimentos federais.

A deliberação desta quarta-feira durou cerca de dez minutos. Isso porque o texto principal já havia sido aprovado pela CCJ em 2 de setembro, mas três destaques apresentados por senadores ficaram pendentes de análise.
O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), declarou prejudicadas as propostas de alteração diante da ausência de seus autores, encerrando a votação.
O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), defende a aprovação da PEC sem novas mudanças de mérito que obriguem o retorno da proposta à Câmara dos Deputados. A estratégia busca permitir a conclusão da tramitação antes da votação presidencial de 25 de outubro.

A medida ainda depende de aprovação em dois turnos no plenário do Senado, com o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores.
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Foto: InfoMoney
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