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    CBV barra atletas trans em competições femininas de vôlei

    A CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) anunciou nesta sexta-feira (14) sua nova política de elegebilidade para atletas em competições femininas, passando a barrar a participação de jogadoras trans. Leia mais (08/14/2026 - 18h19)

    Folha de S.Paulo
    14 de agosto de 2026 às 21:19
    CBV barra atletas trans em competições femininas de vôlei
    Foto: Folha de S.Paulo

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    A CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) anunciou nesta sexta-feira (14) sua nova política de elegebilidade para atletas em competições femininas, passando a barrar a participação de jogadoras trans.

    Tifanny Abreu durante partida do Osasco - Tifanny Abreu no Instagram · Tifanny Abreu no Instagram
    Tifanny Abreu durante partida do Osasco - Tifanny Abreu no Instagram · Tifanny Abreu no Instagram — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Até então, a confederação permitia a presença de atletas trans em torneios de mulheres, estabelecendo que elas se submetessem a tratamentos hormonais que mantivessem os níveis de testosterona abaixo de 5 nmol/L —seguindo recomendação da FIMS (Federação Internacional de Medicina do Esporte).

    Com a nova decisão, a ponteira Tifanny Abreu, do Osasco , fica impedida de seguir atuando por seu clube em competições femininas da modalidade.

    Procurada, a atleta não respondeu até a publicação da reportagem.

    Atletas transgênero no Brasil e no mundo
    Atletas transgênero no Brasil e no mundo — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em fevereiro, a jogadora chegou a ter sua participação na Copa do Brasil de vôlei feminino proibida por vereadores de Londrina , sede do torneio. A decisão acabou posteriormente revertida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) .

    "A CBV se adequa ao atual cenário regulatório internacional e à necessidade de assegurar alinhamento entre os critérios aplicáveis às competições nacionais e aqueles adotados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), pela FIVB (Federação Internacional de Voleibol) e pela CSV (Confederação Sul-Americana de Voleibol)", informou a confederação por meio de nota.

    "A CBV passa a seguir —a partir de hoje— os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI —publicada em março deste ano— que limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino", acrescentou.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A verificação será feita por testagem e triagem do gene SRY , regra aprovada em setembro de 2025, incorporada pela FIVB e já aplicada na Liga das Nações.

    Sob críticas de grupos LGBTQIA+ e de direitos humanos , entidades esportivas, federações internacionais e governos vêm promovendo um endurecimento das regras sobre a participação de mulheres transgênero em competições e eventos esportivos.

    World Aquatics (Natação), World Athletics (Atletismo) e UCI (Ciclismo) foram algumas das federações que adotaram regras mais rígidas nos últimos anos, voltadas à elite do esporte.

    Ilustração para Comparador de Jogadores da Copa do Mundo 2026
    Ilustração para Comparador de Jogadores da Copa do Mundo 2026 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A alegação é a de que as ações visam preservar a justiça na categoria feminina e estariam embasadas em supostas vantagens competitivas em relação às atletas cis, devido a exposição à testosterona quando ainda se identificavam com o gênero masculino.

    Segundo especialistas, não há até hoje, contudo, consenso acadêmico sobre eventual vantagem trans.

    Restrita até alguns anos atrás aos esportes de elite, a discussão extrapolou mais recentemente para o nível escolar, com decreto do governo Trump proibindo a participação de meninas e mulheres trans em eventos esportivos nos Estados Unidos .

    "Minha administração não ficará de braços cruzados vendo homens vencerem e agredirem atletas femininas", afirmou Trump.

    Primeira mulher a presidir o COI, Kirsty Coventry já sinalizou que poderá adotar postura mais dura em comparação com seu antecessor.

    Durante a gestão de Thomas Bach, a instituição deixou de cobrar a cirurgia de redesignação sexual, em 2015, e delegou a cada federação que adotasse as próprias regras, em 2021.

    Federações como World Athletics, World Aquatics e UCI, que até então estabeleciam patamares máximos de testosterona, passaram a permitir a participação apenas se as atletas tiverem realizado a transição de gênero antes da puberdade masculina, o que costuma ocorrer por volta dos 12 anos.

    A WPATH (Associação Mundial Profissional para a Saúde Transgênero) recomenda que a transição não ocorra antes dos 14 anos.

    "Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais. A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais", afimou Radamés Lattari, presidente da CBV.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/08/cbv-barra-atletas-trans-em-competicoes-femininas-de-volei.shtml.

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