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    CBV adere à política do COI que bane mulheres trans

    Matéria em atualização! A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou na tarde desta sexta-feira (14) que vai aderir nas competições nacionais a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a elegibilidade de atletas para as competições da categoria feminina. Desta forma, as competidoras farão teste de gênero que determina a presença ou a ausência do gene SRY (em inglês, Sex-determining Region Y), que atua como desencadeador do desenvolvimento masculino. - A CBV passa a seguir - a partir de hoje – os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI -

    GE Esportes
    14 de agosto de 2026 às 20:24
    CBV adere à política do COI que bane mulheres trans
    Foto: GE Esportes

    A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou na tarde desta sexta-feira (14) que vai aderir nas competições nacionais a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a elegibilidade de atletas para as competições da categoria feminina. Desta forma, as competidoras farão teste de gênero que determina a presença ou a ausência do gene SRY (em inglês, Sex-determining Region Y), que atua como desencadeador do desenvolvimento masculino.

    - A CBV passa a seguir - a partir de hoje – os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI - publicada em março deste ano – que limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino. Essa verificação é feita por testagem e triagem do gene SRY – tendo como ressalvas apenas condições excepcionais previstas na política da entidade - afirmou em nota.

    a oposta Tifanny Abreu — Foto: carolfotografia - Divulgação/Osasco

    Uma das exceções previstas no documento divulgado é se a atleta demostrar, por avaliação especializada, possuir alguma condição rara que impeça os efeitos anabólicos e/ou de melhoria de desempenho decorrentes da testosterona.

    - A CBV disponibilizará ou facilitará, quando razoavelmente possível, o acesso a orientação médica independente, apoio psicológico e medidas de salvaguarda, especialmente quando o resultado revelar condição anteriormente desconhecida - afirma trecho da política adotada pela entidade.

    Segundo a instituição, os critérios passam a valer a partir da Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e CBVP Challenger 2027.

    - A CBV se alinhou aos posicionamentos do COI e da FIVB quanto a necessidade das jogadoras realizarem o processo de triagem do gene SRY para a elegibilidade da categoria feminina. A coleta de material é feita de forma pouco intrusiva e altamente precisa - afirmou o médico João Olyntho, que preside o Conselho de Saúde do Voleibol da entidade máxima deste esporte no Brasil.

    A decisão da CBV também segue os padrões adotados pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).

    Primeira atleta transgênero na elite do vôlei brasileiro, a oposta Tifanny Abreu está em treinamentos com o Osasco para estrear no Campeonato Paulista neste sábado (15), contra o Pinheiros. Apesar do torneio estadual não está entre as competições impactadas pela decisão da CBV, a continuidade da atleta na próxima Superliga passará pela nova política.

    Tifanny Abreu é a primeira atleta transgênero na elite do vôlei brasileiro — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    Na temporada 2024/2025, Abreu foi campeã do principal torneio de vôlei do Brasil com o clube de São Paulo. Após a vitória, ela comentou a importância de sua atuação.

    Na última edição da Superliga, o Osasco chegou até as semifinais, quando foi eliminado após perder a série melhor de três por 3 x 0 para o Minas. Tifanny, porém, terminou o campeonato com o 14º ataque mais eficiente.

    Publicado originalmente por GE Esportes. Leia a matéria completa em https://ge.globo.com/volei/noticia/2026/08/14/cbv-anuncia-que-vai-aderir-a-politica-do-coi-que-bane-mulheres-trans.ghtml.

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