Cazuza surge no telão e canta com Barão Vermelho no Rock in Rio
"Nós quatro estávamos aqui em 1985", disse Frejat ao apresentar a atual formação do Barão Vermelho que subiu ao palco do Rock in Rio neste domingo (6). A banda tocou no palco Mundo, o maior do festival, com seu show de reunião dos membros fundadores do grupo. Leia mais (09/06/2026 - 17h31)

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"Nós quatro estávamos aqui em 1985", disse Frejat ao apresentar a atual formação do Barão Vermelho que subiu ao palco do Rock in Rio neste domingo (6). A banda tocou no palco Mundo, o maior do festival, com seu show de reunião dos membros fundadores do grupo.

A fala do vocalista e guitarrista, que estava fora do Barão Vermelho desde 2017, tratou do histórico show da banda na primeira edição do Rock in Rio, mais de 40 anos atrás. Diferente daquela ocasião, Mauricio Barros (teclado), Dé Palmeira (baixo) e Guto Goffi (bateria), de volta reunidos em turnê de reunião, só não tiveram a companhia de Cazuza , que deixou o grupo meses depois da apresentação de 1985 e morreu na década seguinte.
Mas, de alguma forma, o poeta do rock brasileiro estava presente no palco do megafestival. Isso porque o Barão Vermelho não abriu mão dos sucessos da época do vocalista. Começou com "Maior Abandonado" e passou por "Bete Balanço" e "O Tempo Não Para", gravadas originalmente com Cazuza, já na primeira metade do show.
E Cazuza apareceu de novo no palco do Rock in Rio. Isso porque a imagem do cantor foi projetada no telão durante o show, enquanto uma gravação de sua voz fazia um dueto virtual com Frejat numa versão acústica de "Todo Amor Que Houver Nessa Vida".

Foi um dos momentos mais emocionantes do show, em que o público sacou os celulares para filmar enquanto cantava junto com os dois grandes vocalistas da história do Barão Vermelho. Cazuza surgiu no telão com seu clássico lenço vermelho amarrado na cabeça e arrancou gritos da plateia.
A comoção continuou com o público cantando alto as duas seguintes —"Codinome Beija-Flor" e "Por Você". A segunda é uma balada romântica que se tornou um dos grandes sucessos da era de Frejat à frente do Barão Vermelho.
A banda não ficou à sombra de Cazuza neste Rock in Rio e dedicou boa parte do repertório às músicas lançadas depois da saída dele do grupo. Tocou por exemplo "Pense e Dance", "Meus Bons Amigos" e "Tão Longe de Tudo" que, se não foram as favoritas do público, mostraram como o quarteto está à vontade e se divertindo tocando juntos novamente.

Outras da fase pós-Cazuza, contudo, botaram a multidão para dançar em suas capas de chuva, debaixo do frio e chuva que não cessaram neste domingo. Foi assim com uma versão dançante de "Vem Quente Que Eu Estou Fervendo", original de Erasmo Carlos , outra do samba "Malandragem dá Um Tempo", de Bezerra da Silva, em roupagem roqueira, e "Puro Êxtase", em que o público não parou de pular.
"Tentei cobrar São Pedro para não chover, mas ele não deu muita moral pra minha conversa. Desculpa aí, foi mal", brincou Frejat em certa altura sobre o clima no Parque Olímpico, onde acontece o Rock in Rio.
Ainda deu tempo para outros dois clássicos do repertório do Barão Vermelho, "Por Que a Gente é Assim?" e "Pro Dia Nascer Feliz", devidamente celebradas pelo público. Essas duas músicas estiveram no repertório do show de 1985, sendo que a segunda se tornou um hino pela redemocratização nos últimos anos da ditadura militar.

O Barão Vermelho foi uma das atrações do terceiro dia da edição de 2026 do Rock in Rio . Após o dia do rock e o do heavy metal, a banda tocou numa data pop, que ainda tem shows de Nelly, Black Eyed Peas e Calvin Harris, entre outros.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/cazuza-surge-no-telao-e-canta-com-barao-vermelho-no-rock-in-rio.shtml.

Imagem de Cazuza aparece em telão durante show do Barão Vermelho no Rock in Rio neste domingo (6) - Reprodução/Rock in Rio · Reprodução/Rock in Rio — Foto: Folha de S.Paulo
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