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    Casos de tráfico levam polícia a apurar licenças para cultivar maconha

    Polícia Civil de Rio Preto vai ter acesso a licenças judiciais que permitem cultivo de cannabis (maconha medicinal)

    Metrópoles
    25 de agosto de 2026 às 05:10
    Casos de tráfico levam polícia a apurar licenças para cultivar maconha
    Foto: Metrópoles

    A Polícia Civil da região de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo , poderá analisar cada novo habeas corpus, concedido a moradores da região, que autoriza o autocultivo de maconha . A medida, publicada no Diário Oficial do Estado, surgiu após a Operação Cannabusiness , que apura o tráfico de drogas a partir de decisões judiciais que permitem o cultivo de cannabis.

    A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão na última terça-feira (18/8) em 14 cidades: São José do rio Preto; Mirassol; Bady Bassitt; Cedral; Uchoa; Guapiaçu; Palestina; Urupês; Monte Azul; Ouroeste; Nhandeara; Cardoso; Arealva, e Olímpia. Dois dos alvos possuíam o salvo-conduto de cultivo.

    Também foram bloqueados valores de seis indiciados em contas correntes em valor ainda não contabilizado, além do confisco de imóveis em Cedral e Rio Preto. Foram mapeadas, ainda, 27 plantações na região de São José do Rio Preto, que podem ultrapassar os 3 mil pés da planta na região. Duas delas resultaram em investigação criminal e na instauração de inquéritos policiais.

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    Imagem cedida ao Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Segundo o delegado Everson Contelli, titular da Seccional de São José do Rio Preto, a operação é resultado de uma investigação iniciada em fevereiro deste ano que se dedicou a identificar um grupo criminoso responsável por produzir e vender derivados de cannabis, em desconformidade com autorização legal – os habeas corpus preventivos concedidos pela Justiça, sobretudo para finalidade medicinal .

    Os investigados têm salvo-conduto instransferível para plantar e extrair óleo de cannabis para uso próprio em razão de graves comorbidades, como ansiedade generalizada, dor crônica e depressão. No entanto, eles estariam desviando da finalidade original e remetendo o produto e outros derivados para várias partes do país, no que caracteriza tráfico de drogas .

    A partir dos achados na investigação, o delegado Contelli instituiu um protocolo de fiscalização dos cultivos de cannabis sativa alcançados por meio de decisões judiciais.

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    Casos de tráfico levam polícia a apurar licenças para cultivar maconha - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Uma portaria publicada também na última terça determina que cada decisão judicial será cadastrada em repositório de inteligência , no Centro de Inteligência Policial, sob coordenação da Delegacia Seccional.

    De cada habeas corpus concedido pela Justiça, a polícia terá acesso aos seguintes dados:

    João Gabriel Mazzucato Costa, o Ben Grower , morador de Cedral, foi um dos alvos da Operação Cannabusiness . O influenciador compartilhava nas redes sociais conteúdo sobre o cultivo de cannabis e tinha autorização na Justiça para cultivar até 123 plantas. Ele tem diagnóstico de ansiedade, insônia e dor crônica .

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    Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Quando foi alvo de busca e apreensão, ele tinha 63 pés de maconha. Todas foram apreendidas pela polícia. A mãe do averiguado também tem salvo-conduto para o plantio de mais 79 pés, segundo ele. A mulher tem depressão e dor crônica por conta de uma herpes-zóster.

    Segundo a advogada Vergínia Vitória, que representa Ben Grower, todos os itens encontrados no domicílio estavam abrangidos pelo habeas corpus preventivo concedido pela Justiça Federal .

    “A polícia entrou, fez a apreensão do que eles precisavam, que era o celular e o computador, que vão ser objetos de perícia. Eles destruíram todas as plantas do João Gabriel e ele ficou liberado. Foi na delegacia, prestou as informações. E agora, nesse momento, é que vai começar o inquérito policial”, disse ao Metrópoles . Conforme a advogada, Ben Grower é presidente e fundador da Associação Sativa Cura, aberta em julho deste ano e com 11 associados. Ele conta que passou dois anos e meio preso anteriormente por cultivo de maconha. Agora, João deve ser investigado em um novo inquérito.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/trafico-policia-licencas-maconha.

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