Caso Zaira: MPRN recorre para manter expulsão de PM condenado por homicídio
Órgão quer derrubar liminar que concedeu retorno de Pedro Inácio a corporação; agente foi condenado a 20 anos de prisão por ter abusado e matado jovem

O MPRN (Ministério Público do Rio Grande do Norte) recorreu à Justiça, nesta segunda-feira (24), para derrubar a decisão que suspendeu a expulsão do policial militar Pedro Inácio Araújo de Maria e permitiu a reintegração dele aos quadros da corporação.
Pedro foi condenado a 20 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e estupro contra a estudante Zaira Dantas Silveira Cruz, de 22 anos . O crime aconteceu em 2019, no município de Caicó. O PM foi submetido ao Tribunal do Júri seis anos depois, em dezembro de 2025.
Inicialmente, a Procuradoria Geral de Justiça já havia contestado as decisões administrativas tomadas pela própria Polícia Militar. A primeira medida tomada pelo Conselho de Disciplina da PM aplicou uma sanção de apenas 30 dias de prisão disciplinar contra Pedro.

No entanto, o MP argumentou que essa punição foi desproporcional diante da gravidade do crime cometido pelo acusado . Além disso, a pena disciplinar imposta pela PM não foi cumprida por ele, pois Pedro já estava preso preventivamente por ordem da Justiça comum.
Com isso, o MP pediu para que o Estado reavaliasse o caso e recomendou a expulsão do agente. Com base na revisão, a PM expulsou Pedro Inácio.
No entanto, uma decisão liminar permitiu que o acusado fosse reintegrado aos quadros da corporação.

Em 2 de março de 2019, Zaira Cruz, de 22 anos, foi encontrada morta dentro de um carro no município de Caicó, no Rio Grande do Norte.
O policial militar Pedro Inácio Araújo foi acusado por estuprar e matar ela após uma festa de Carnaval.





Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/nordeste/rn/caso-zaira-mprn-recorre-para-manter-expulsao-de-pm-condenado-por-homicidio/.

Os crimes de homicídio qualificado e estupro contra Zaíra Dantas Silveira Cruz foram praticados no interior de um carro em março de 2019, na cidade de Caicó • Reprodução/Redes Sociais · • Reprodução/Redes Sociais — Foto: CNN Brasil
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