Caso Thawanna: corregedoria da PM aponta que soldado teve intenção de matar
PM Yasmin Cursino era alvo de inquérito policial por disparo que matou Thawanna Salmázio durante abordagem em Cidade Tiradentes em abril

A Corregedoria da Polícia Militar concluiu que a soldado Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, teve a intenção de matar a ajudante-geral Thawanna da Silva Salmázio , de 31, durante uma abordagem em abril deste ano em Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo .
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O relatório apontou indícios de transgressão disciplinar, crime militar, crime comum e possível homicídio doloso qualificado e afirmou não haver elementos que comprovem que Yasmin agiu em legítima defesa. Procurada pelo Metrópoles , a defesa da soldado ainda não respondeu o pedido de pronunciamento da reportagem.

O documento foi remetido ao Tribunal de Justiça Militar e, até o momento, não houve pedido de prisão preventiva. Em nota, a Justiça Militar do Estado de São Paulo informou não ter recebido o indiciamento.
Segundo os advogados da família de Thawanna, a investigação foi contundente ao registrar que até o presente momento não foram encontrados elementos seguros capazes de demonstrar a existência de agressão com potencial letal ou de risco iminente que justificasse o emprego da força letal contra a vítima.
Além do inquérito policial, ainda há um inquérito civil em andamento pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa ( DHPP ).

Abordagem começou após policiais baterem retrovisor no braço de homem
Durante a abordagem, a agente Yasmin Cursino Ferreira desceu da viatura e participou da briga
A policial Yasmin Cursino Ferreira apontou a arma para vítima

Policial militar perguntando para colega se ela tinha atirado contra mulher em abordagem
PM parada na rua após atirar em mulher em abordagem
Thawanna da Silva Salmázio agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida

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A policial Yasmin Cursino Ferreira teve a arma recolhida
Yasmin Cursino e outro policial envolvidos no caso seguem afastados das atividades. Ela acompanha os desdobramentos do caso recolhida em casa e está proibida de portar arma de fogo, por determinação judicial. Segundo apuração do colunista Alfredo Henrique, do Metrópoles , a soldado está grávida do primeiro filho .

Uma câmera de segurança registrou o diálogo entre Thawanna Salmázio e policiais militares antes de a mulher ser morta com um tiro da soldado Yasmin Cursino.
No início do vídeo, é possível ver o casal de mãos dadas, na Rua Edimundo Audran, às 2h58. Eles caminham até um ponto fora do alcance das câmeras. Logo em seguida, uma viatura da Polícia Militar passa. Mesmo fora da imagem, parte de uma discussão é registrada em áudio (assista acima) .
Em um dos trechos audíveis, Thawanna diz: “Com todo respeito, mas você [PM] que bateu em nós, que eu vi”. Uma voz feminina, que seria da policial, responde. A partir daí, a discussão escala para gritos. “Vai agredir? Vai agredir?”, diz Luciano. Segundos depois, ouve-se um disparo.








Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/thawanna-pm-intencao-matar.

Reprodução/ TV Globo — Foto: Metrópoles
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