Caso Porsche: Justiça nega novo pedido de liberdade de empresário
Fernando Sastre dirigia um Porsche quando bateu na traseira de um Sandero, causando a morte do motorista de aplicativo Ornaldo em 2024

A Justiça de São Paulo negou, nesta quarta-feira (2/9), mais um pedido de liberdade de Fernando Sastre de Andrade Filho , empresário conhecido como “Playboy do Porsche” que responde pela morte de um motorista de aplicativo em um acidente ocorrido em março de 2024. Ele continua preso preventivamente enquanto aguarda o julgamento pelo Tribunal do Júri.
Na decisão, a Justiça afirmou que não houve mudança nas circunstâncias que levaram à prisão preventiva e, por isso, decidiu manter Fernando Sastre na cadeia.
A decisão também determina que a situação da prisão seja novamente analisada em até 85 dias , caso o julgamento ainda não tenha acontecido. Essa revisão é uma exigência prevista no Código de Processo Penal para que a Justiça reavalie periodicamente a necessidade de manter alguém preso preventivamente.

Motorista do Porsche esteve na unidade policial para prestar depoimento
Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade
O empresário Fernando Sastre Filho, 24 anos, durante entrevista ao Fantástico, da TV Globo

Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, o "motorista do Porsche" em foto no sistema prisional. Ele pode ter a história contada na 2ª temporada de Tremembé
Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho sai do 30º DP pela porta da frente
Acompanhado da mãe, Fernando Sastre de Andrade Filho se apresentou à delegacia em 1º de abril de 2024

Fernando Sastre de Andrade Filho estava desaparecido
Dianteira de carro de luxo ficou completamente destruída
Asfalto ficou com marcas de pneus após acidente, ocorrido em alta velocidade

Carro da vítima teve a traseira destruída
Motorista do Renault Sandero morreu durante atendimento hospitalar
Fernando Sastre Filho é réu por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. Além da morte de Ornaldo, outra vítima do acidente foi o estudante Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava de carona no Porsche. Marcus fraturou quatro costelas, precisou ser hospitalizado e perdeu o baço. Ele foi internado, em decorrência do acidente, duas vezes.

Mesmo com sinais de embriaguez, Fernando Sastre Filho recebeu permissão dos PMs que atenderam à ocorrência para ir embora, sem fazer o teste do bafômetro. Os agentes responsáveis pela liberação indevida também foram alvo de investigação.
Como publicado pelo Metrópoles , a câmera corporal da PM Dayse Aparecida Cardoso Romão mostra que ela explica, ao telefone, os motivos para liberar, sem escolta, o empresário, logo após ele provocar o acidente fatal ( assista abaixo ).
As imagens das câmeras corporais dos PMs que atenderam à ocorrência mostram o momento em que Fernando Sastre é liberado do local do acidente, junto da mãe, sob a justificativa de que iria procurar atendimento médico, o que não aconteceu.

Laudo do Instituto de Criminalística apontou que a velocidade média do Porsche era de 156 km/h . Quando se apresentou à polícia, contudo, mais de 36 horas após o acidente, o empresário disse que estava “um pouco acima da velocidade máxima permitida”, que é de 50 km/h.
À polícia, o amigo que estava no Porsche disse que Fernando Filho havia ingerido bebida alcoólica antes, contrariando o depoimento do empresário.
Antes do acidente, os amigos e suas respectivas namoradas foram a um restaurante, onde o grupo consumiu nove drinques, e depois a uma casa de pôquer, que funciona no sistema open bar.

A defesa de Fernando Sastre não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.


Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/caso-porsche-justica-nega-novo-pedido-de-liberdade-de-empresario.

Reprodução/PMSP — Foto: Metrópoles
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