Caso PM Gisele: interrogatório de tenente-coronel durou 8 horas
O interrogatório de Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa PM, acabou por volta das 22h dessa segunda-feira (5/10)

O tenente-coronel da Polícia Militar ( PM ) Geraldo Leite Rosa Neto , de 54 anos, réu pelo feminicídio da esposa, soldado Gisele Alves Santana, de 32, foi interrogado pela Justiça nessa segunda-feira (5/10) e falou por oito horas no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo .
Segundo a Justiça, o interrogatório começou às 13h40 e terminou por volta das 22h. Houve uma breve pausa às 16h30.
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo

Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
O interrogatório do tenente-coronel ocorre após um novo laudo, realizado pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil, concluir que não era possível que a soldado Gisele Santana tenha atentado contra a própria vida — tese alegada pela defesa de Geraldo Neto. O documento também apontou para participação de uma segunda pessoa na dinâmica da morte.

O documento, obtido pelo Metrópoles , foi adicionado ao processo na última sexta-feira (2/10) e elaborado para responder aos questionamentos feitos pela defesa do oficial.
Neto está preso, desde 18 de março, no Presídio Romão Gomes, unidade prisional exclusiva para policiais militares que cometeram qualquer tipo de crime. A conclusão foi a mesma das perícias anteriores, descartando, de forma categórica, a hipótese de suicídio. O novo laudo foi assinado pela perita criminal Amanda Rodrigues Marinone.
Em 31 de março, o secretário de Segurança Pública de São Paulo ( SSP ), Osvaldo Nico Gonçalves, mandou instaurar um conselho deliberativo que vai analisar a demissão do tenente-coronel.

O Conselho de Justificação (CJ) instaurado por Nico é um processo administrativo especial que analisa a incapacidade de oficiais das Forças Armadas de permanecerem na ativa. Ao apurar condutas irregulares, o CJ pode punir um oficial com demissão ou reforma.





Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/caso-pm-gisele-interrogatorio-de-tenente-coronel-durou-8-horas.

Fabio Vieira/Especial Metrópoles — Foto: Metrópoles
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