Caso PM Gisele: coronel será interrogado presencialmente nesta segunda
Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto será ouvido presencialmente, a partir das 13h, no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste

A Justiça ouvirá, presencialmente, a partir das 13h desta segunda-feira (5/10), o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste da capital paulista . O oficial da Polícia Militar é acusado de matar a esposa e também policial, Gisele Alves Santana, em fevereiro deste ano.
O interrogatório de Neto ocorre após novo laudo , realizado pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil, afirmar não ser possível a policial ter atentado contra a própria vida. O documento também apontou para participação de uma segunda pessoa na dinâmica da morte.
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo

Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
O documento, obtido pelo Metrópoles , foi adicionado ao processo na última sexta-feira (2/10) e elaborado para responder os questionamentos feitos pela defesa do oficial.

Entre outros assuntos relacionados ao processo no qual ele é réu por feminicídio e fraude processual, Neto vai ser indagado sobre o novo laudo.
Neto está preso, desde 18 de março, no Presídio Romão Gomes, unidade prisional exclusiva para policiais militares que cometeram qualquer tipo de crime.
A conclusão foi a mesma das perícias anteriores, descartando, de forma categórica, a hipótese de suicídio. O novo laudo foi assinado pela perita criminal Amanda Rodrigues Marinone.

Em 31 de março, o secretário de Segurança Pública de São Paulo ( SSP ), Osvaldo Nico Gonçalves, mandou instaurar um conselho deliberativo que vai analisar a demissão do tenente-coronel.
O Conselho de Justificação (CJ) instaurado por Nico é um processo administrativo especial que analisa a incapacidade de oficiais das Forças Armadas de permanecerem na ativa. Ao apurar condutas irregulares, o CJ pode punir um oficial com demissão ou reforma.
O processo inclui a escolha de três oficiais mais antigos do que o tenente-coronel para avaliar a conduta dele. A decisão ou não pela demissão será submetida ao Tribunal de Justiça Militar (TJM). Se, por exemplo, o TJM referendar a demissão, o próximo passo é a sanção do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Após ser preso, Geraldo foi transferido para a reserva da corporação a pedido. A transferência foi publicada no Diário Oficial em 2 de abril. O militar tem 30 anos de carreira e passou a ter o direito de se aposentar por tempo de serviço, em 2016.




Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/pm-gisele-coronel-interrogado-segunda.

Reprodução/PMSP — Foto: Metrópoles
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