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    Caso Nardoni: ativista que pediu prisão diz ter sido ameaçado de morte

    Presidente da Associação LGBTQIAPN+ de SP afirma ter recebido ameaças por mensagens e ligação após denúncias sobre o caso Nardoni

    Metrópoles
    31 de agosto de 2026 às 20:45
    Caso Nardoni: ativista que pediu prisão diz ter sido ameaçado de morte
    Foto: Metrópoles

    O presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo e deputado estadual suplente, Agripino Magalhães Jr., afirma estar recebendo ameaças de morte em razão de sua atuação e das denúncias relacionadas ao caso Isabella Nardoni.

    A mais recente ocorreu na tarde de sexta-feira (28/8), por meio de uma ligação feita de um número desconhecido. Em conversa com a coluna Fábia Oliveira, Agripino relatou o teor da ameaça:

    “Estou te ligando para te avisar o seguinte: se você não parar de falar do caso da menina Isabella Nardoni e continuar fazendo denúncias no Ministério Público, não vai demorar (para) encontrarem o seu cadáver. Está avisado.” Leia também São Paulo Mãe de Isabella Nardoni pede que assassinos voltem à prisão: “Muita dor” Fábia Oliveira Associação emite comunicado após STJ julgar volta de casal Nardoni à prisão São Paulo STJ começa a julgar pedido para volta de Nardoni e Jatobá à prisão Fábia Oliveira Petição pede reabertura do caso Nardoni e cita novas testemunhas Ameaças também nas redes Além do telefonema, Agripino relata ter recebido anteriormente mensagens com teor semelhante. Os conteúdos foram enviados por perfis anônimos em suas redes sociais e encaminhados por meio do recurso de visualização única.

    Reprodução/Internet.
    Reprodução/Internet. — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Na última quinta-feira (27/8), o STJ (Superior Tribunal de Justiça) começou a analisar um pedido apresentado pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ para que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados pelo assassinato de Isabella Nardoni, voltem a cumprir pena na prisão.

    Diante das ameaças, o ativista registrará um Boletim de Ocorrência no 23º Distrito Policial (Perdizes), na zona oeste da capital paulista, e acionará a Divisão de Crimes Cibernéticos do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais). O objetivo é apurar a autoria das mensagens e da ligação.

    Agripino Magalhães, presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+

    Caso Nardoni: ativista que pediu prisão diz ter sido ameaçado de morte
    Caso Nardoni: ativista que pediu prisão diz ter sido ameaçado de morte — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.

    Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni

    Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá

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    Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    18 anos sem Isabella Nardoni: "Sigo por ela", desabafa Ana Carolina

    Isabella Nardoni tinha 5 anos quando foi assassinada, na noite de 29 de março de 2008, no bairro da Vila Guilherme, zona norte da capital paulista. A menina foi arremessada da janela do sexto andar do Edifício Londres, apartamento onde moravam seu pai, Alexandre Nardoni, e sua madrasta, Anna Carolina Jatobá, além dos dois filhos do casal.

    Em um depoimento inicial à Polícia Militar, Alexandre Nardoni afirmou que o apartamento havia sido invadido por um assaltante. Segundo a versão apresentada na época, o criminoso teria cortado a rede de proteção da janela e jogado a menina do prédio enquanto Alexandre havia descido à garagem para buscar o restante da família. A hipótese, no entanto, foi posteriormente descartada pelas perícias técnicas.

    Caso Nardoni: ativista que pediu prisão diz ter sido ameaçado de morte - destaque galeria
    Caso Nardoni: ativista que pediu prisão diz ter sido ameaçado de morte - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Durante as investigações, foram encontradas marcas de sangue de Isabella no carro da família, no piso do apartamento e na tela de proteção que havia sido cortada.

    Em março de 2010, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram julgados e condenados por homicídio triplamente qualificado e fraude processual. Alexandre recebeu pena de 31 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão, agravada pelo fato de o crime ter sido cometido contra a própria filha. Anna Carolina Jatobá foi condenada a 26 anos e 8 meses de reclusão.

    Posteriormente, em razão do bom comportamento no cárcere e das regras previstas na Lei de Execução Penal, os dois tiveram as penas alteradas para o regime aberto. Anna Carolina Jatobá passou a responder em liberdade em junho de 2023. Alexandre Nardoni, por sua vez, deixou a prisão em maio de 2024.

    Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.
    Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni
    Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá
    Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    18 anos sem Isabella Nardoni:
    18 anos sem Isabella Nardoni: — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/fabia-oliveira/caso-nardoni-ativista-que-pediu-prisao-diz-ter-sido-ameacado-de-morte.

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