Caso Malu Borges: raspar cabelo do bebê não fortalece fios e há riscos
Internautas começaram a debater tema após Malu Borges publicar que queria raspar o cabelo da filha bebê. Médica comenta riscos e ineficácia

Após comentar nas redes sobre raspar o cabelo da filha de menos de dois meses de idade, a influenciadora Malu Borges acabou acendendo um debate que muita gente desconhecia. Entre os que defenderam a prática, a justificativa é um suposto fortalecimento dos fios. Em contrapartida, outras pessoas criticaram o que parece ser apenas uma preocupação estética , mesmo diante dos riscos envolvidos.
“Queria raspar a cabeça dela toda. Ia ficar tão fofa”, escreveu em uma das publicações. “Chocada com a quantidade de mensagem de vocês falando para raspar o cabelo da Oli, que está caindo, porque cresce mais forte. Estou tomando coragem”, completou Malu em outra. Malu Borges fez as publicações no Instagram É mito Ao Metrópoles , a dermatologista Ana Carolina Sumam desmistifica a crença de que raspar ou cortar os fios alteraria a estrutura ou interferiria na quantidade de folículos presentes.
“ A sensação de que o cabelo está mais grosso após a raspagem acontece porque o fio passa a crescer com a ponta reta, dando uma aparência mais espessa”, destaca.

Segundo ela, características como quantidade, textura e espessura do cabelo de um bebê são definidas pela genética e pelo desenvolvimento da criança. “F atores hormonais e o próprio processo de maturação da criança podem influenciar a aparência dos fios ao longo dos primeiros anos de vida. É importante lembrar que o cabelo do bebê pode mudar bastante com o tempo”, enfatiza.
Além de não ter resultado, raspar o cabelo de um neném pode, inclusive, causar traumas, cortes e até infecções na pele — considerando o tanto que são sensíveis e o uso de instrumentos inadequados , p rincipalmente quando realizada com lâminas ou máquinas sem os cuidados adequados
“O couro cabeludo do bebê também é mais delicado, qualquer procedimento deve ser feito com bastante cuidado”, alerta. Em casos de alterações ou doenças no couro cabeludo , Sumam reforça que qualquer procedimento deve ser avaliado por profissionais de saúde.

“ Quando houver alguma necessidade, o ideal é que seja realizado com orientação médica e utilizando instrumentos adequados, higienizados e próprios para a idade. Na ausência de recomendação ou fator cultural, não há por que raspar o cabelo do bebê”, conclui.



Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/vida-e-estilo/caso-malu-borges-raspar-cabelo-do-bebe-nao-fortalece-fios-e-ha-riscos.

Nurma Agung Firmansyah/Getty Images — Foto: Metrópoles
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