Caso Larissa: irmã de PM irá com advogado entregar celular em delegacia
Cunhada de Larissa da Cruz Morata trocou mensagens com vítima nos dias que antecederam a morte, com tiro, da técnica em radiologia

Após não ser encontrada em casa, durante a tentativa de um cumprimento de busca e apreensão na Grande São Paulo , na manhã desta quinta-feira (10/9), Thamires Costa Mathias, de 19 anos ( imagem em destaque ), irá acompanhada de um advogado até a delegacia de Embu das Artes. Um dos alvos do mandado seria o celular da jovem.
Ela é cunhada de Larissa da Cruz Morata , 29, morta com um tiro na cabeça, quando estava no chuveiro, na manhã de domingo (6/9). A jovem estava hospedada no mesmo imóvel, no qual havia permanecido desde a sexta-feira (4/9).
Foi com o aparelho, não apreendido pela polícia nesta manhã, que Thamires teria trocado mensagens com a vítima. A jovem é irmã do soldado Vinícius Costa Silva, 26, e nas conversas com com ela Larissa teria afirmado o desejo de “acabar com tudo”, além de admitir o uso de medicamentos controlados. O policial militar foi preso, no dia seguinte à morte da companheira. Ele alega que Larissa tirou a própria vida.

A técnica em radiologia deixa um filho de 2 anos
Ela passava por turbulência no relacionamento com o companheiro, um soldado da PM
Larissa foi morta com tiro em banheiro de casa

Larissa treinou tiro semanas antes de morrer
Larissa enviou mensagens mencionando o consumo de remédios controlados
Técnica em radiologia trocava mensagens com cunhada

Ela admitiu ter tomado ao menos dez sedativos para dormir
O celular de Thamires foi um dos alvos do mandado de busca e apreensão, que acabou não sendo cumprido, na manhã desta quinta-feira.
Os pais da jovem recepcionaram os policiais civis e afirmaram que Thamires estava na residência de uma amiga, cujo endereço desconheciam.

À coluna, o advogado de Vinícius, Roberto Montanari, confirmou que o alvo da Polícia Civil seria mesmo o celular de Thamires.
“Ainda não tenho nada formal de que ela em si esteja sendo investigada. Pelo que levantei, a princípio, querem a apreensão do celular dela”, explicou. O advogado acrescentou que irá acompanhar Thamires, na tarde desta quinta, para que ela entregue o aparelho aos investigadores, “se for realmente o que querem”. Ele disse ainda que a jovem está “extremamente abalada e abatida” por conta da repercussão do caso.
Como antecipou a coluna, o laudo necroscópico de Larissa confirmou que a técnica em radiologia morreu em consequência de traumatismo craniano provocado por disparo de arma de fogo. A previsão é a de que o documento seja entregue à Polícia Civil, oficialmente, nesta quinta-feira (10/9).

O laudo – cujo teor foi confirmado à coluna por fontes que acompanham o caso – detalha ainda a trajetória do único projétil que atingiu a vítima. Segundo o documento, a bala entrou pela lateral esquerda da cabeça e saiu pela lateral direita, em uma região um pouco mais alta do crânio.
Ainda segundo o exame, o trajeto ocorreu “de trás para frente e da esquerda para direita”. O projétil não foi localizado após deixar o corpo. O laudo registra que Larissa foi atingida por um único disparo.
A defesa do policial militar sustenta a tese de que Larissa se matou, após o término do relacionamento com Vinícius, que sustenta a mesma versão. Ele segue encarcerado no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte paulistana.



Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/alfredo-henrique/caso-larissa-irma-de-pm-ira-com-advogado-entregar-celular-em-delegacia.

Reprodução/Facebook — Foto: Metrópoles
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