Caso Gisele: julgamento que pode demitir tenente-coronel da PM é retomado
Conselho dá sequência a julgamento que pode decidir se o tenente-coronel Geraldo Neto será expulso da Polícia Militar

O Conselho de Justificação Militar marcou para esta quarta-feira (30/9) a retomada do julgamento que decide se o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 54 anos, será demitido da Polícia Militar ( PM ) . O réu está preso por ter matado a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos.
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
Segundo a intimação publicada no Diário Oficial, o julgamento começará às 11h e o tenente-coronel deve participar de forma virtual, por meio de uma videochamada. Ao Metrópoles , a defesa de Geraldo Neto afirmou que vai acompanhar o ato processual com serenidade e confirmou que o tenente-coronel não será interrogado hoje . Com isso, uma nova data deve ser marcada posteriormente.
O advogado de Geraldo Neto, Eugênio Malavasi, disse que a sessão de hoje trata-se de mais um ato da instrução processual do Conselho de Justificação. O julgamento acontece desde maio deste ano.

Em 31 de março, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, mandou instaurar um conselho deliberativo que vai analisar a demissão do tenente-coronel
O Conselho de Justificação (CJ) instaurado por Nico é um processo administrativo especial que analisa a incapacidade de oficiais das Forças Armadas de permanecerem na ativa. Ao apurar condutas irregulares, o CJ pode punir um oficial com demissão ou reforma.
O processo inclui a escolha de três oficiais mais antigos do que o tenente-coronel para avaliar a conduta dele. A decisão ou não pela demissão será submetida ao Tribunal de Justiça Militar (TJM). Se, por exemplo, o TJM referendar a demissão, o próximo passo é a sanção do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).






Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/caso-gisele-julgamento-pode-demitir-tenente-coronel-pm-retomado.

Reprodução/TJM — Foto: Metrópoles
Compartilhe
Espalhe essa notícia

