Caso Gisele: Conselho que pode demitir tenente-coronel tem acesso a provas
Conselho de Justificação Militar, que pode demitir o tenente-coronel Geraldo Neto, preso por suposto feminicídio, acessará provas do caso

O Conselho de Justificação Militar , que tem atribuição de decidir se o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 54 anos, será demitido da Polícia Militar ( PM ), ganhou acesso às provas do inquérito que apura a morte da esposa dele, a soldado Gisele Alves Santana , 32. A 5ª Vara do Júri autorizou o compartilhamento do conteúdo na última segunda-feira (21/9).
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
Em 31 de março, O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, mandou instaurar um conselho deliberativo que vai analisar a demissão do tenente-coronel
O Conselho de Justificação (CJ) instaurado por Nico é um processo administrativo especial que analisa a incapacidade de oficiais das Forças Armadas de permanecerem na ativa. Ao apurar condutas irregulares, o CJ pode punir um oficial com demissão ou reforma.

O processo inclui a escolha de três oficiais mais antigos do que o tenente-coronel para avaliar a conduta dele. A decisão ou não pela demissão será submetida ao Tribunal de Justiça Militar (TJM). Se, por exemplo, o TJM referendar a demissão, o próximo passo é a sanção do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Após ser preso, Geraldo foi transferido para a reserva da corporação a pedido . A transferência foi publicada no Diário Oficial em 2 de abril. O militar tem 30 anos de carreira e passou a ter o direito de se aposentar por tempo de serviço, em 2016.
A aposentadoria, no entanto, não impede que o militar seja demitido da corporação e perca a patente de tenente-coronel – o segundo posto mais alto na hierarquia da PM.

“A passagem para a reserva não interfere na responsabilização penal ou disciplinar do militar, que poderá ser demitido da corporação e perder o salário”, informou a Secretaria da Segurança Pública ( SSP ) em nota ao Metrópoles .





Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/conselho-provas-tenente-coronel.

Reprodução — Foto: Metrópoles
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