Caso de raiva no Lago Norte reforça importância da vacinação pet no DF
Com um caso de raiva confirmado, conselho alerta tutores para a vacina anual e o risco de contato com morcegos no Distrito Federal

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal (CRMV-DF) emitiu um alerta sanitário aos profissionais da área após a confirmação de um caso de raiva na região do Lago Norte . O documento, divulgado para reforçar medidas de vigilância e biossegurança, orienta clínicas e tutores a atualizarem a vacinação de cães e gatos imediatamente para prevenir a disseminação da doença.
Diante da gravidade da infecção, a principal recomendação é que os donos de animais de estimação verifiquem a vacinação de seus pets . Animais com acesso a áreas externas da casa ou que tenham a possibilidade de contato com morcegos e outros mamíferos silvestres precisam de atenção redobrada neste momento.
A maior parte do vírus da raiva está presente na saliva dos animais infectados, e a transmissão costuma ocorrer por meio de mordidas, arranhões ou lambidas em feridas abertas e mucosas.

Por ser uma doença fatal, quaisquer acidentes envolvendo mamíferos potencialmente transmissores exigem ação imediata.
Para evitar o avanço da raiva, os tutores jamais devem promover o contato direto de seus cães e gatos com as secreções de outros animais. Também é necessário aumentar a atenção ao notar mudanças bruscas de comportamento ou agitação incomum.
O alerta destaca que a infecção afeta a parte neurológica do animal. Sinais como dificuldade de locomoção, salivação excessiva, paralisia, falta de coordenação motora e problemas para engolir são indícios graves de raiva , e ressalta que a ausência de agressividade não descarta a existência da doença no bicho.

O Cerrado brasileiro tem a predominância de morcegos frutíferos que, por meio de mordidas ou arranhões, podem atuar como transmissores do vírus da raiva se estiverem infectados. O conselho determina que a população não toque, não manipule e não descarte um morcego caso ele seja encontrado caído, morto ou perambulando durante o dia em um local incomum.
Se um desses mamíferos entrar em uma residência, a instrução é apagar as luzes, abrir portas e janelas e aguardar a saída espontânea do animal. Caso o morcego esteja caído no chão, o ambiente deve ser isolado para impedir a aproximação à possível fonte de raiva e manter a segurança e saúde de todos. Além disso, a Vigilância Ambiental de Zoonoses precisa ser acionada para o recolhimento.
Para os humanos que foram expostos ao risco biológico, a conduta correta é lavar o ferimento de forma abundante com água e sabão e buscar um serviço de saúde para a avaliação da profilaxia pós-exposição.

Caso o tutor desconfie que o próprio animal de estimação foi exposto ou esteja apresentando os sintomas de raiva, a orientação é evitar qualquer contato direto e não tentar manipular o pet de forma alguma . Além de buscar o socorro de um médico-veterinário com urgência, a família deve comunicar a suspeita imediatamente à Vigilância Ambiental.



Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/e-o-bicho/caso-de-raiva-no-lago-norte-reforca-importancia-da-vacinacao-pet-no-df.

Freepik — Foto: Metrópoles
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