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    Caso Davi Sebba: policiais acusados de matar advogado há 14 anos enfrentam júri popular em Goiânia

    Advogado Davi Sebba, morto com tiro no peito em estacionamento de hipermercado em Goiânia Goiás Reprodução/Arquivo pessoal Os três policiais suspeitos da morte do advogado Davi Sebba enfrentam júri popular, em Goiânia, após 14 anos que o crime aconteceu, na mesma noite em que o primeiro filho do advogado nasceu. Na época, a Polícia Militar alegou que os agentes foram informados que o advogado estava no estacionamento para se encontrar com um comprador de drogas. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O julgamento acontece nesta quinta (1) e sexta-feira (2). O tenente Ednailton Pereira de

    G1
    1 de outubro de 2026 às 12:34
    Caso Davi Sebba: policiais acusados de matar advogado há 14 anos enfrentam júri popular em Goiânia
    Foto: G1

    Advogado Davi Sebba, morto com tiro no peito em estacionamento de hipermercado em Goiânia Goiás — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

    Os três policiais suspeitos da morte do advogado Davi Sebba enfrentam júri popular, em Goiânia, após 14 anos que o crime aconteceu, na mesma noite em que o primeiro filho do advogado nasceu. Na época, a Polícia Militar alegou que os agentes foram informados que o advogado estava no estacionamento para se encontrar com um comprador de drogas.

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    O julgamento acontece nesta quinta (1) e sexta-feira (2). O tenente Ednailton Pereira de Souza, o sargento Luiz Frederico de Oliveira e o soldado da Polícia Militar Jonathas Atenevir Jordão são julgados por homicídio simples.

    O g1 entrou em contato com a defesa dos três acusados para um posicionamento, mas ainda não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O g1 também solicitou um posicionamento da Polícia Militar e aguarda retorno.

    Ao g1 , Pedro Ivo, irmão do advogado, contou que o julgamento dos acusados pela morte de Davi é o momento mais esperado. Ele ainda defendeu que os policiais tenham o direito de se defender, mas que sejam condenados.

    "Depois de 14 anos estamos, hoje, iniciando esse julgamento que eu espero que ocorra da forma mais justa possível, e que, inclusive, os acusados tenham chance de se defender, coisa que o meu irmão não teve. Mas que, ao final, todos os três policiais sejam condenados por todos os crimes que eles cometeram", argumentou o irmão.

    Pedro Ivo, irmão do advogado, contou que o julgamento dos acusados pela morte de Davi Sebba, em Goiás, é um momento mais esperado — Foto: Letícia Fiuza/g1

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    O advogado Davi Sebba foi morto aos 38 anos em Goiânia, no dia 5 de juho de 2012. Ele estava no estacionamento de um supermercado quando foi abordado e morto pelos policiais. Os agentes foram indiciados por homicídio qualificado, fraude processual, porte ilegal de arma de uso restrito e disparo de arma do fogo.

    Os três policiais foram denunciados pelo Ministério Público de Goiás pelos mesmos crimes. Entretanto, em 2017, o tenente Ednailton Pereira de Souza e o sargento Luiz Frederico de Oliveira foram absolvidos de todos os crimes que respondiam e soldado da Polícia Militar Jonathas Atenevir Jordão foi mandado a júri popular.

    Na época, o magistrado defendeu que o fato de os policiais estarem juntos não significava conluio nem repartição de tarefa para a prática de qualquer crime. O juíz argumentou, na sentença, de que não havia “indício razoável”, com a substancialidade juridicamente exigida, a indicar que Edinailton e Luiz Frederico tivessem “efetivamente auxiliado, incentivado ou instigado a que o autor do disparo, que atingiu, feriu e matou a vítima, o fizesse”.

    Entretanto, em março de 2022, o Tribunal de Justiça de Goiás julgou quatro recursos contra o julgamento de 2017: dois da assistência de acusação, um do Ministério Público e um da defesa do PM Jonathas Atenevir, mandado a júri popular por homicídio simples. Em abril do mesmo ano, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás aceitou com unanimidade o recurso que apontava que o advogado foi morto sem possibilidade de defesa.

    Na época, o irmão de Davi Sebba, Pedro Ivo, disse que a decisão trouxe um alento. “O longo tempo de espera agrava ainda mais os nossos sentimentos de tristeza, revolta e injustiça. A família foi desestruturada com a retirada brutal e inesperada de Davi de nossa convivência. O pequeno Gabriel Davi, filho órfão que Davi não pôde conhecer, passará sempre o seu aniversário no mesmo dia da morte do pai”, desabafou o irmão.

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    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/10/01/caso-davi-sebba-policiais-acusados-de-matar-advogado-ha-14-anos-vao-a-juri-popular-em-goiania.ghtml.

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