Caso 'Dark Horse': veja argumentos de Dino para puxar apuração de SP contra Mario Frias para STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou a existência de "um só sistema delitivo" e destacou repasses suspeitos voltados ao filme "Dark Horse", a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao derrubar o sigilo da operação "Make Up" desta quinta-feira (10). A operação mirou mais de 50 alvos entre pessoas físicas e jurídicas, incluindo o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora do filme, Karina Ferreira da Gama (leia mais abaixo). A decisão unificou na Polícia Federal e no Supremo o inquérito da Polícia Civil paulista sobre contratos de Wi-Fi do Instituto
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O ministro Flávio Dino , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), apontou a existência de "um só sistema delitivo" e destacou repasses suspeitos voltados ao filme "Dark Horse", a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao derrubar o sigilo da operação "Make Up" desta quinta-feira (10) .
A operação mirou mais de 50 alvos entre pessoas físicas e jurídicas, incluindo o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora do filme, Karina Ferreira da Gama ( leia mais abaixo ).
A decisão unificou na Polícia Federal e no Supremo o inquérito da Polícia Civil paulista sobre contratos de Wi-Fi do Instituto Conhecer Brasil (ICB) com a Prefeitura de São Paulo e as investigações sobre desvios de emendas parlamentares.

A transferência do caso de São Paulo para Brasília se apoia em três argumentos centrais:
Foro privilegiado e atuação direta do deputado: o deputado federal Mario Frias possui foro privilegiado no STF. Além de assinar as emendas parlamentares, ele realizou repasses financeiros diretos para a produtora do filme Dark Horse, figurando como "participante ativo da engrenagem financeira". 'Um só esquema' e unificação de provas: as investigações da Polícia Civil de SP e da Polícia Federal envolvem as mesmas empresas, os mesmos personagens e os mesmos caminhos do dinheiro. O Código de Processo Penal (CPP) determina que, quando duas apurações compartilham das mesmas provas, elas devem ser reunidas no tribunal de maior graduação (o STF) para evitar decisões conflitantes; Elo com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e atuação da Polícia Federal: a apuração identificou repasses do ICB para uma empresa fundada por um investigado apontado por órgãos de inteligência policial como integrante do PCC. Como envolve suposta atuação de facção criminosa, dimensão interestadual e verbas federais, a Constituição atribui a investigação à Polícia Federal sob supervisão do Supremo.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/09/10/caso-dark-horse-veja-argumentos-de-dino-para-puxar-apuracao-de-sp-contra-mario-frias-para-o-stf.ghtml.

Dino derruba sigilo de ação sobre Dark Horse — Foto: G1
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