Brasil

    Caso Dark Horse: PF aponta método usado para dificultar rastreio de emendas

    Empresas contratadas por uma ONG de Karina da Gama receberam valores de Mario Frias e os repassaram para outra ONG dela, aponta a polícia

    Metrópoles
    10 de setembro de 2026 às 18:18
    Caso Dark Horse: PF aponta método usado para dificultar rastreio de emendas
    Foto: Metrópoles

    A Polícia Federal (PF) suspeita que haja uma fragmentação proposital de valores de emendas parlamentares , entre ONGs e diversas empresas, para dificultar o rastreio do dinheiro em uma operação ligada ao financiamento de Dark Horse, filme biográfico de Jair Bolsonaro.

    As informações constam na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Make Up .

    A operação financeira envolveria emendas do deputado federal Mario Frias (PL-SP) , ONGs de propriedade de Karina da Gama , envolvidas na produção de Dark Horse – como o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), e diversas outras empresas de terceiros que seriam utilizadas para formar a engenharia financeira.

    HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
    HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    As ONGs de Karina, segundo a PF , teriam contratado empresas para realizar projetos pagos por dinheiro público. Em um dos casos citados na decisão, a empresa Complexsys, contratada pelo ICB, recebeu transferências diretamente feitas por Mario Frias e, paralelamente, fez devoluções financeiras ao ICB, próprio instituto que a contratou.

    A corporação ainda aponta que a empresa fez “repasses expressivos” à ANC, outra ONG de Karina, citada pela PF como “organização da sociedade civil que não deveria ter fins lucrativos, e que se insere no mesmo ecossistema operacional”.

    “Essa circulação de recursos entre o parlamentar, a entidade executora, a empresa contratada e outra organização beneficiária não se compatibiliza com relações negociais independentes e economicamente justificadas. Ao contrário, evidencia um circuito financeiro fechado, característico de estruturas destinadas à circulação, fragmentação e reintrodução de valores entre integrantes de um mesmo núcleo de atuação”, diz a PF, citada pelo ministro Flávio Dino na decisão. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3 Carro da Polícia Federal em frente a casa do deputado federal Mário Frias no Jardim Botânico, em Brasília

    A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na residência do advogado Willer Tomaz, em Brasília, nesta terça-feira (4).
    A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na residência do advogado Willer Tomaz, em Brasília, nesta terça-feira (4). — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Armas apreendidas pela Polícia Federal na operação desta quinta (10/9)

    Deputado federal Mario Frias, do Partido Liberal (PL) de São Paulo

    A corporação aponta que os elementos da investigação apontam para “inequívoca confusão patrimonial entre o ICB, as empresas contratadas e as pessoas físicas vinculadas ao núcleo investigado”, o que, para a PF, afasta a “hipótese de relações comerciais ordinárias e indicam, em tese, a utilização de pessoas jurídicas como instrumentos de circulação patrimonial e ocultação de valores”.

    Imagem da matéria
    Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A Operação desta quinta-feira (10/9) mirou 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Foram apreendidas sete armas e um celular ligados a Frias. O ministro Flávio Dino ainda determinou que o deputado está proibido de sair do Brasil e de se comunicar com outros investigados .

    Caso Dark Horse: PF aponta método usado para dificultar rastreio de emendas - destaque galeria
    Caso Dark Horse: PF aponta método usado para dificultar rastreio de emendas - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Armas apreendidas pela Polícia Federal na operação desta quinta (10/9)
    Armas apreendidas pela Polícia Federal na operação desta quinta (10/9) — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Deputado federal Mario Frias, do Partido Liberal (PL) de São Paulo
    Deputado federal Mario Frias, do Partido Liberal (PL) de São Paulo — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/caso-dark-horse-pf-aponta-metodo-usado-para-dificultar-rastreio-de-emendas.

    Imagem 1
    1 / 6

    HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto — Foto: Metrópoles

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)