Casas Bahia fala em recuperação extrajudicial ou judicial após prejuízo de R$ 10 bi
Casas Bahia " data-image-caption=" Loja Casas Bahia no Shopping Aricanduva, em São Paulo (Foto: Divulgação) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-08-at-17.52.34-e1786825063739.jpeg?fit=1280%2C732&quality=70&strip=all" />A companhia começou em 2023 o que chamou de "plano de transformação" e vem implementando medidas operacionais e financeiras destinadas à melhoria de sua eficiência, rentabilidade e geração de caixa The post Casas Bahia fala em recuperação extrajudicial ou judicial após prejuízo de R$ 10 bi appeared first on InfoMoney .

Loja Casas Bahia no Shopping Aricanduva, em São Paulo (Foto: Divulgação)
A Casas Bahia registrou um prejuízo de mais de R$10 bilhões no segundo trimestre, citando impacto de um plano de redimensionamento de sua operação que incluiu o fechamento de 298 lojas para lidar com o momento mais desafiador para o setor, enquanto não descartou novo pedido de recuperação extrajudicial ou judicial.
“Diante de um ambiente macroeconômico e de crédito mais desafiador, a companhia avança para a fase 2 do plano de transformação, redimensionando sua operação, impactando o resultado líquido através de efeitos contábeis não recorrentes em R$9,1 bilhões, sem efeito caixa no trimestre”, afirmou a companhia no balanço publicado na madrugada deste domingo.

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A companhia começou em 2023 o que chamou de “plano de transformação” e vem implementando medidas operacionais e financeiras destinadas à melhoria de sua eficiência, rentabilidade e geração de caixa e, paralelamente, realizou iniciativas para adequar seu balanço e sua estrutura de capital. No ano passado, adotou ações que ajudaram a reduzir parte do endividamento financeiro e contribuíram para o alongamento do perfil de vencimentos.
Diante da evolução das condições operacionais, financeiras e de mercado, a administração afirmou que “acelerou e aprofundou” o plano, iniciando uma nova etapa com foco na geração de caixa, redução da necessidade de capital empregado, melhoria da eficiência operacional e adequação da dimensão da operação às atuais condições de mercado e ao custo de capital.

Também afirmou que a combinação entre o crédito mais restritivo, uma captação internacional não concretizada e um ambiente de consumo mais fraco acelerou a necessidade do redimensionamento de seu parque de lojas.
A companhia explicou que o “racional” do fechamento das lojas tem como pano de fundo expectativa de melhora nas margens de contribuição, bem como na participação do carnê nas lojas remanescentes. “Com os fechamentos das lojas deficitárias, a média do parque de lojas remanescente aumentará em 1,4 p.p.”, afirmou, acrescentando que a média de participação do carnê nas lojas remanescentes aumentará de 5,0 a 6,0 p.p..
A nova etapa também inclui reorientação dos canais digitais, adequação dos estoques e do capital de giro, redução estrutural de custos, despesas e investimentos, gestão da liquidez e redução do custo financeiro, alternativas de estrutura de capital e liquidez, bem como eventuais medidas adicionais, incluindo possível nova recuperação extrajudicial ou recuperação judicial.

“A Fase 2 visa redimensionar a operação da companhia, priorizando canais e categorias de maior margem e rentabilidade, reduzindo o capital empregado e o custo de financiamento, de forma a fortalecer a geração de caixa livre e assegurar umaoperação sustentável e autofinanciável”, afirmou.
No balanço, a companhia afirmou que, entre o final de 2025 e o primeiro semestre de 2026, a administração, em conjunto com seus assessores, trabalhou ativamente na avaliação e estruturação de alternativas nos mercados de dívida e de equity. Nesse contexto, disse que foram realizadas reuniões e roadshows com potenciais investidores no Brasil, Estados Unidos e na Europa, para avaliação de alternativas de captação de recursos, incluindo um potencial oferta subsequente de ações.
Paralelamente, acrescentou, a Casas Bahia realizou determinadas operações de captação no mercado local e trabalhou intensamente na estruturação de uma operação de captação de valor relevante junto a investidores internacionais, cuja conclusão era considerada de extrema relevância no planejamento financeiro da companhia para o segundo trimestre de 2026, mas que não foi concluída, em razão da desistência por parte do investidor âncora com quem a empresa vinha mantendo negociações.

“Além disso, outras alternativas de liquidez que vinham sendo trabalhadas pela administração em paralelo, incluindo levantamento de novos recursos via empréstimos ponte, não se viabilizaram conforme o cronograma e nas condições originalmente considerados no planejamento financeiro da companhia.”
Nesse período, ressaltou a Casas Bahia, “as condições dos mercados financeiro e de capitais tornaram-se mais adversas e voláteis, em ambiente marcado pelo aumento das incertezas econômicas e geopolíticas globais e por alterações nas condições financeiras internacionais. No Brasil, a companhia permaneceu exposta a taxas de juros e custo de capital elevados e a um ambiente de maior seletividade na concessão de crédito.”
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Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/casas-bahia-fala-em-recuperacao-extrajudicial-ou-judicial-apos-prejuizo-de-r-10-bi/.

Foto: InfoMoney
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