Casa de Gal Costa é vendida por R$ 6,7 milhões e encerra disputa por herança; entenda
Casa onde Gal Costa viveu no Jardim Europa, em São Paulo, foi vendida por R$ 6,7 milhões (Foto: Divulgação/Esquema Imóveis) " data-image-caption=" Casa de Gal Costa " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Casa-de-Gal-Costa.jpg?fit=1170%2C785&quality=70&strip=all" />Valor será dividido entre seu filho Gabriel Costa e a ex-companheira Wilma Petrillo The post Casa de Gal Costa é vendida por R$ 6,7 milhões e encerra disputa por herança; entenda appeared first on InfoMoney .

Casa onde Gal Costa viveu no Jardim Europa, em São Paulo, foi vendida por R$ 6,7 milhões (Foto: Divulgação/Esquema Imóveis)
Quase quatro anos após a morte de Gal Costa, a casa onde a cantora viveu no Jardim Europa, em São Paulo, foi vendida por R$ 6,7 milhões. A negociação foi revelada nesta sexta-feira (21) pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.
O imóvel havia sido colocado à venda por R$ 10 milhões no fim de 2024, mas o preço foi reduzido até a conclusão do negócio. O valor será dividido igualmente entre Gabriel Costa, filho da artista, e Wilma Petrillo, que viveu com Gal por décadas e reivindicava o reconhecimento como companheira da cantora.

A história faz lembrar outro caso recente envolvendo uma fortuna bilionária. Anita Harley, principal acionista individual da Pernambucanas, sofreu um AVC em 2016 e está em coma desde então . Enquanto isso, duas mulheres disputam até hoje o reconhecimento de vínculos com a empresária e os possíveis efeitos sobre seu patrimônio. O caso deu origem à série documental O Testamento , exibida na Globoplay.
Embora as situações sejam distintas (Gal morreu em 2022 e Anita está viva), elas expõem um problema semelhante: quando uma relação não foi formalizada e a própria titular do patrimônio já não pode manifestar sua vontade, pode caber à Justiça decidir se havia vínculo afetivo de fato.
No caso de Gal, a controvérsia ganhou ainda outra camada: a cantora chegou a fazer um testamento em 1997, quando ainda não tinha filhos.

O documento destinava seu patrimônio à criação da Fundação Gal Costa de Incentivo à Música e Cultura, cuja gestão ficaria a cargo de cinco primas da cantora. Duas delas, Verônica e Priscila Silva, chegaram a pedir na Justiça que o testamento voltasse a valer, alegando que Gal teria sido coagida por Wilma Petrillo a revogá-lo em 2019.
Mas o cenário mudou desde que o documento foi escrito. Em 2007, Gal adotou Gabriel, que passou a ser seu herdeiro. Ao negar o pedido das primas, a Justiça entendeu que o testamento de 1997 havia sido rompido com a entrada do filho na família.
A contestação de um testamento não pode se basear apenas na insatisfação com a divisão dos bens. Em reportagem do InfoMoney, Max Bandeira, do Bandeira Damasceno Advogados, explicou que a impugnação precisa estar apoiada em situações previstas no Código Civil, como vícios formais, falta de discernimento, coação ou disposições contrárias à lei.

Também ouvida pelo InfoMoney, a advogada Roberta Haramura ressaltou que questionar o documento exige comprovação do problema alegado. “Ao se alegar incapacidade do testador, será preciso apresentar documentos médicos comprobatórios. O mesmo vale para coação, que deve ser comprovada por testemunhas ou outros meios”, explicou.
No caso de Gal, a disputa em torno do testamento acabou sendo encerrada por outro caminho. Gabriel fez um acordo extrajudicial com as primas e se comprometeu a criar a fundação idealizada pela mãe. Com isso, elas pediram o arquivamento da ação contra Wilma.
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Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/brasil/casa-de-gal-costa/.

(Foto: Divulgação/Esquema Imóveis) — Foto: InfoMoney
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