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    Cartão de crédito ainda é 'porta de entrada' para o Mercado Pago, diz CFO do Mercado Livre

    "Não é o mais rentável, mas é uma porta de entrada para usuários dentro do Mercado Pago", diz João Paulo Lima, CFO do Mercado Livre no Brasil, sobre o papel do cartão de crédito na estratégia da companhia. Leia mais (08/24/2026 - 17h07)

    Folha de S.Paulo
    24 de agosto de 2026 às 20:07
    Cartão de crédito ainda é 'porta de entrada' para o Mercado Pago, diz CFO do Mercado Livre
    Foto: Folha de S.Paulo

    Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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    Centro de distribuição do Mercado Livre, em Cajamar, na Grande São Paulo - Karime Xavier-25.mai.22/Folhapress · Karime Xavier-25.mai.22/Folhapress
    Centro de distribuição do Mercado Livre, em Cajamar, na Grande São Paulo - Karime Xavier-25.mai.22/Folhapress · Karime Xavier-25.mai.22/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    "Não é o mais rentável, mas é uma porta de entrada para usuários dentro do Mercado Pago", diz João Paulo Lima, CFO do Mercado Livre no Brasil, sobre o papel do cartão de crédito na estratégia da companhia.

    O cartão responde por 52% da carteira de crédito do Mercado Pago, segundo o balanço do segundo trimestre de 2026 —US$ 6,2 bilhões (R$ 32 bilhões) líquidos de provisão, de um total de US$ 11,9 bilhões (R$ 61,2 bilhões). A linha exige provisão mais alta para perdas com inadimplência do que as demais, o que reduz sua rentabilidade direta, mas funciona como via de captação de novos usuários da paytech.

    CEO do Mercado Livre defende que rivais formalizem operação
    CEO do Mercado Livre defende que rivais formalizem operação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A empresa opera três linhas de crédito —consumidor, cartão e capital de giro para pequenas e médias empresas — e precifica o custo de captação de acordo com o risco de cada uma. "Onde o risco é maior, o funding é maior, o custo de funding é maior. A gente repassa isso para se proteger do risco atrelado a cada uma dessas categorias", diz Lima em entrevista à coluna.

    O crédito para pequenas e médias empresas é destinado a capital de giro de vendedores que já operam na adquirência do Mercado Pago ou na própria plataforma do Mercado Livre. O crédito ao consumidor, segundo o executivo, atende usuários que compram através do Mercado Pago.

    Para avaliar o risco de cada tomador, a empresa recorre a dados próprios: a maior parte dos clientes de crédito já é cliente ou vendedor do Mercado Livre, ou tem conta no Mercado Pago, o que permite à companhia cruzar histórico de transações da própria plataforma na análise de concessão.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Questionado sobre o papel da inteligência artificial na operação, Lima diz que a adoção da tecnologia no Mercado Livre já está em "nível de investimento elevado" nas áreas de finanças, jurídico e atendimento ao cliente, e que a empresa agora busca medir o retorno desses investimentos.

    Segundo o executivo, o Mercado Livre soma cerca de 90 mil funcionários no Brasil, sem plano de redução de efetivo apesar do avanço da IA nas operações internas.

    A expansão da empresa na América Latina , segundo Lima, segue apoiada na baixa digitalização do varejo e dos serviços financeiros na região —ele cita que 17% a 18% do varejo brasileiro está digitalizado, com o restante ainda operando de forma offline.

    A carteira de crédito total do Mercado Livre somou US$ 16,4 bilhões (R$ 84 bilhões) em 30 de junho de 2026, avanço de 75% em dólares na comparação anual, segundo dado divulgado pela companhia.

    A empresa emitiu 2,6 milhões de cartões de crédito no trimestre, ante 1,6 milhão no mesmo período de 2025. A inadimplência de 15 a 90 dias ficou em 4,6% na carteira de cartões e em 7,0% na carteira total, ambas próximas de mínimas históricas, segundo a empresa.

    O trimestre teve receita líquida recorde de US$ 10,2 bilhões (R$ 52,4 bilhões), alta de 49,8% ante o mesmo período de 2025, mas o lucro líquido caiu 10,9%, para US$ 466 milhões (R$ 2,4 bilhões), com margem líquida de 4,6%.

    A queda de rentabilidade ocorre em meio ao aumento nos custos de captação do crédito e na provisão para devedores duvidosos, que cresceu 84,9% no trimestre, reflexo direto da expansão da carteira, sobretudo em cartões.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/08/cartao-de-credito-ainda-e-porta-de-entrada-para-o-mercado-pago-diz-cfo-do-mercado-livre.shtml.

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    Centro de distribuição do Mercado Livre, em Cajamar, na Grande São Paulo - Karime Xavier-25.mai.22/Folhapress · Karime Xavier-25.mai.22/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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