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    Carro elétrico: seguro custa mais? Veja 7 cuidados antes de contratar

    Foto: Unsplash " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/10/chuttersnap-xJLsHl0hIik-unsplash-1.jpg?fit=640%2C426&quality=70&strip=all" />Seguro pode ter coberturas semelhantes às dos carros convencionais, mas assistência exige estrutura especializada The post Carro elétrico: seguro custa mais? Veja 7 cuidados antes de contratar appeared first on InfoMoney .

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    20 de agosto de 2026 às 11:30
    Carro elétrico: seguro custa mais? Veja 7 cuidados antes de contratar
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    O avanço dos carros elétricos e híbridos no Brasil já chegou ao mercado de seguros. Só entre janeiro e julho de 2026, foram vendidos 271.091 veículos leves eletrificados (categoria que reúne desde os híbridos aos 100% elétricos), segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

    A entidade aponta que o volume supera em 21% todas as vendas registradas pelo segmento em 2025, quando foram comercializadas 223.896 unidades. Em julho, os eletrificados chegaram a 21% das vendas de veículos leves — na prática, 2 de cada 10 automóveis vendidos no país no mês passado tinham algum nível de eletrificação, aponta a ABVE.

    A expansão se reflete na procura por proteção. Dados internos do Grupo HDI compartilhados em primeira mão com o InfoMoney mostram que, nos últimos 12 meses, as cotações de seguros para eletrificados cresceram aproximadamente 90%, enquanto as contratações avançaram cerca de 65%. No mesmo período, a carteira da companhia no segmento aumentou aproximadamente 70%. Os dados consideram as três marcas do grupo que comercializam seguro automóvel: HDI, Yelum e Aliro.

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    O movimento foi ainda mais intenso entre os modelos 100% elétricos: as cotações cresceram cerca de 130% e as contratações, aproximadamente 90%, informa o grupo. Os números se referem somente à carteira da HDI e não representam todo o mercado brasileiro, mas indicam que o avanço da eletromobilidade também chegou às seguradoras.

    Não necessariamente. De acordo com Rafael Ramalho, vice-presidente de Auto, Vida e Massificados do Grupo HDI, a companhia adota a mesma lógica de cotação para veículos elétricos, híbridos e a combustão. “Se você pega um carro eletrificado de R$ 100 mil ou R$ 200 mil e um carro a combustão do mesmo valor, o preço do seguro é bastante similar”, diz. Segundo ele, as coberturas também seguem, em geral, o mesmo padrão, incluindo colisão, furto e outros danos previstos na apólice (contrato de seguro).

    Dados do IPSA (Índice de Preço do Seguro de Automóvel), desenvolvido pela TEx, braço da Serasa Experian voltado ao mercado de seguros, ajudam a dimensionar essa diferença. Em junho de 2026, o seguro de veículos elétricos com até dois anos correspondia, na mediana, a 3,7% do valor do automóvel. O percentual era de 3,4% para carros a gasolina, 3,1% para os movidos a diesel e 2,7% para os híbridos. Assim, os elétricos apresentaram o maior custo proporcional no recorte, mas com diferença de apenas 0,3 ponto percentual em relação aos modelos a gasolina. Os híbridos, por sua vez, registraram o menor índice.

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    Análise considera a sinistralidade, que relaciona os valores recebidos pelas seguradoras aos gastos com indenizações, para ajustar preços

    O IPSA é calculado com base no percentual que o seguro representa do valor do veículo. Por exemplo: se a taxa é de 4% e o veículo custa R$ 50 mil, quer dizer que o preço do seguro é de R$ 2 mil. O indicador considera ainda os seguros compreensivos, com franquia de 100%, para veículos de até dois anos nas principais regiões metropolitanas.

    Os percentuais não representam uma cotação individual nem permitem afirmar que todo elétrico terá seguro mais caro. Segundo a TEx, fatores como classe de bônus, CEP e idade do condutor, valor e idade do veículo, fabricante e tipo de utilização também interferem no preço. Custos de reparação e frequência de sinistros (ocorrência do risco previsto no contrato, como roubo ou acidente) entram ainda na avaliação de risco das seguradoras.

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    Victor Horta, CPO da Pier Seguradora, explica que as tecnologias dos eletrificados exigem uma avaliação mais sofisticada do risco. “Os carros híbridos e elétricos trazem tecnologias diferentes dos modelos tradicionais, o que exige uma leitura mais sofisticada por parte das seguradoras. Ainda existe no mercado uma percepção de que o seguro para esses veículos é mais caro ou mais complexo, mas isso depende muito mais de como o produto é estruturado”, observa.

    Componentes como a bateria de alta tensão têm custo elevado e exigem mão de obra especializada, enquanto a disponibilidade de oficinas e peças também pode pesar no custo da apólice. Por outro lado, esses carros podem apresentar menor desgaste mecânico em determinados itens e, em alguns casos, menor frequência de sinistros.

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    Embora as principais coberturas possam ser semelhantes às de um carro convencional, a assistência e o reparo apresentam particularidades. “Alguns carros elétricos precisam de um guincho um pouco diferente. A plataforma inteira precisa encostar no chão para o carro ser colocado em cima”, sinaliza Ramalho. Além disso, sensores e componentes integrados demandam uma rede de oficinas capacitada: até uma troca de para-brisa, segundo o executivo, pode exigir a recalibração dos sensores do automóvel.

    O mercado brasileiro ainda passa por um período de aprendizado. À medida que a frota cresce, as seguradoras acumulam informações sobre acidentes, roubos, falhas e custos de reparação de cada modelo. “Existe um período de adaptação natural. À medida que a base de veículos híbridos e elétricos aumenta e o histórico de dados amadurece, as seguradoras conseguem precificar melhor o risco e oferecer produtos mais competitivos”, avalia Horta.

    A infraestrutura ao redor desses veículos também avança: o país já possui pelo menos 25.429 pontos de recarga, conforme levantamento da ABVE com a Tupi Mobilidade. A chegada de montadoras e fábricas pode ampliar a disponibilidade de peças, oficinas e serviços de pós-venda, embora isso não garanta, isoladamente, seguros mais baratos. Para evitar surpresas, a recomendação é cotar a proteção antes de comprar o automóvel e avaliar o custo total de propriedade, incluindo manutenção, recarga, desvalorização e qualidade da assistência.

    A comparação deve ir além do prêmio (valor pago pelo cliente à seguradora ao contratar o seguro). Uma apólice mais barata pode não oferecer coberturas, assistência e estrutura adequadas ao modelo.

    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/carro-eletrico-seguro-custa-mais-veja-7-cuidados-antes-de-contratar/.

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