Carne bovina brasileira não entra na Europa em menos de dois anos, estima autoridade da UE
O chefe de auditorias da autoridade sanitária europeia, Eric Thévenard, estimou nesta segunda-feira (28) que o Brasil não voltará a vender carne bovina para a União Europeia em menos de dois anos.

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
O chefe de auditorias da autoridade sanitária europeia, Eric Thévenard, estimou nesta segunda-feira (28) que o Brasil não voltará a vender carne bovina para a União Europeia em menos de dois anos.

"O tempo entre nascimento e abate é de cerca de dois anos, então vocês podem calcular: nada antes de dois anos, em teoria", disse Thévenard a membos da Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu, o órgão legislativo da União Europeia . "De agora até daqui a dois anos, não deve vir carne bovina do Brasil."
Os embarques de carne bovina e de frango para a União Europeia estão suspensos desde o início do mês porque, segundo a autoridade sanitária europeia, o Brasil não cumpre as regras do bloco contra a aplicação de antimicrobianos restritos a humanos ou para crescimento do rebanho.
Como mostrou a Folha , os europeus já deram sinal verde para a retomada dos embarques de frango, que deve ocorrer após reunião no fim de outubro, mas o caso da carne bovina é mais delicado . Isso porque o bloco exige que o animal viva sob os novos protocolos do nascimento ao abate, que raramente ocorre antes de 18 meses.

Em 2025, o Brasil exportou US$ 1,049 bilhão (aproximadamente R$ 5,7 bilhões) em carne bovina para a União Europeia.
Para retomar os embarques de carne bovina, o Ministério da Agricultura apresentou aos europeus uma série de garantias de enquadramento às normas sobre aplicação de antimicrobianos.
Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.

Entre elas, um protocolo privado elaborado pela Confederação Nacional de Agricultura e pela Abiec, e já aprovado pelo ministério, que prevê auditorias das fazendas e frigoríficos habilitadas a exportar para a União Europeia.
O Mapa também editou novas normas definindo os medicamentos de uso vedado e estabelecendo protocolos de rastreabilidade, alerta e bloqueio de lotes eventualmente contaminados.
Agora o governo brasileiro aguarda uma auditoria presencial nos moldes da visita dos europeus à cadeia da carne de frango, que se encerrou no último dia 4 de setembro e rendeu parecer favorável ao Brasil. Inspetores visitaram granjas, abatedouros e o sistema veterinário oficial.

Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia
Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/carne-bovina-brasileira-nao-entra-na-europa-em-menos-de-dois-anos-estima-autoridade-da-ue.shtml.

Gado em fazenda de São Paulo - Joel Silva - 7.jan.26/Reuters · Joel Silva - 7.jan.26/Reuters — Foto: UOL
Compartilhe
Espalhe essa notícia

