Cármen Lúcia elogia Nobel da Paz dado à jurista que apontou genocídio em Gaza
A ministra Cármen Lúcia , do STF (Supremo Tribunal Federal), elogiou a concessão do Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navi Pillay , que liderou uma comissão da ONU (Organização das Nações Unidas) que concluiu que Israel cometeu genocídio contra palestinos na Faixa de Gaza . Leia mais (10/09/2026 - 19h44)

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A ministra Cármen Lúcia , do STF (Supremo Tribunal Federal), elogiou a concessão do Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navi Pillay , que liderou uma comissão da ONU (Organização das Nações Unidas) que concluiu que Israel cometeu genocídio contra palestinos na Faixa de Gaza .
"Muito importante a premiação da jurista Navi Pillay. O prêmio Nobel da paz é o reconhecimento não apenas do trabalho impressionante desta grande juíza e jurista, mas também de que os direitos humanos persistem como o conjunto de valores para a dignificação da pessoa humana que importa para a garantia das convivências democráticas em todo o mundo", afirmou a ministra em nota à coluna.
O comitê norueguês anunciou o prêmio nesta sexta-feira (9). Pillay, de 85 anos, foi reconhecida por seus esforços em defesa da paz e do direito internacional. Ela também foi juíza do Tribunal Penal Internacional para Ruanda e alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos.

Em setembro de 2025, uma comissão de inquérito da ONU presidida por Pillay concluiu que Israel cometeu genocídio em Gaza com o objetivo de destruir a população palestina do território. O relatório também apontou crimes de guerra cometidos por Israel e pelo Hamas . O governo israelense rejeitou as conclusões e chamou as acusações de falsas.
Ao anunciar o Nobel, o comitê destacou a atuação de Pillay na responsabilização de Estados e líderes nacionais e sua defesa das vítimas de violência e conflitos. A entidade afirmou ainda que o direito internacional e suas instituições estão sob pressão e enfrentam ataques.
Pillay dedicou o prêmio aos sobreviventes de crimes internacionais e pediu que líderes mundiais respeitem as instituições jurídicas internacionais.

A jurista também atua na Corte Internacional de Justiça, no processo em que Mianmar é acusado de genocídio contra a minoria rohingya.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/10/carmen-lucia-elogia-nobel-da-paz-dado-a-jurista-que-apontou-genocidio-em-gaza.shtml.

A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal) durante a 24ª Flip - Rafaela Araújo - 24.jul.2026/Folhapress · Rafaela Araújo - 24.jul.2026/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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