Economia

    Carlos Bolsonaro enfrenta em SC o teste mais difícil da família nas urnas

    Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, espera do lado de fora de um hospital enquanto seu pai chega para cirurgia de hérnia, cumprindo uma pena de 27 anos por conspirar contra seu sucessor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, Brasil, 24 de dezembro de 2025. REUTERS/Diego Herculano " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2025-12-24T130234Z_204898995_RC20NIAA5ZZH_RTRMADP_3_BRAZIL-BOLSONARO.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />Quaest mostra disputa apertada pelo Senado em um dos principais redutos bolsonaristas;

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    26 de agosto de 2026 às 08:00
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    Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, espera do lado de fora de um hospital enquanto seu pai chega para cirurgia de hérnia, cumprindo uma pena de 27 anos por conspirar contra seu sucessor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, Brasil, 24 de dezembro de 2025. REUTERS/Diego Herculano

    O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) chegou a Santa Catarina com o peso do sobrenome e a escolha de um dos estados mais favoráveis ao bolsonarismo. Ainda assim, a primeira pesquisa Quaest após a definição das candidaturas mostra que isso não foi suficiente para colocá-lo isoladamente na frente.

    O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece com 16% das intenções de voto na disputa pelas duas vagas ao Senado. Esperidião Amin (PP) tem 19% e Caroline de Toni (PL), 12%. Com margem de erro de três pontos percentuais, os três estão tecnicamente empatados.

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    O dado ajuda a mostrar uma diferença importante em relação às trajetórias eleitorais, não só dos irmãos, mas dele mesmo em anos anteriores em eleições no Rio de Janeiro.

    Eduardo Bolsonaro alcançou votação recorde para deputado federal em São Paulo em 2018. Jair Renan foi o vereador mais votado de Balneário Camboriú em 2024. O próprio Carlos terminou a última eleição municipal como o vereador mais votado do Rio de Janeiro.

    Em Santa Catarina, ele entrou em uma corrida na qual o eleitorado mais próximo de Jair Bolsonaro já tinha nomes conhecidos e competitivos.

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    A dificuldade de Carlos está justamente na característica que tornou Santa Catarina atraente para sua candidatura. O estado concentra uma base conservadora expressiva, mas esse eleitorado já é disputado por Caroline de Toni e Esperidião Amin.

    Caroline construiu carreira política no estado e possui forte identificação com o bolsonarismo. Amin tem uma trajetória de décadas em Santa Catarina e tenta a reeleição ao Senado.

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    Carlos, por sua vez, transferiu o domicílio eleitoral após construir toda a carreira no Rio de Janeiro. A Quaest indica que o sobrenome Bolsonaro lhe deu competitividade imediata, mas ainda não produziu uma vantagem sobre políticos com raízes locais.

    A concentração de três candidaturas nesse mesmo campo também cria um problema prático. Embora cada eleitor possa votar em dois nomes para o Senado, Carlos, Caroline e Amin precisam disputar quais combinações ocuparão essas duas escolhas.

    Décio Lima (PT), com 9%, aparece logo atrás e está tecnicamente empatado com Caroline. Uma fragmentação maior da direita pode, portanto, aumentar a importância do voto de eleitores fora desse campo.

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    A candidatura também alterou uma composição que vinha sendo construída pelo governador Jorginho Mello (PL).

    Antes da transferência eleitoral de Carlos, aliados trabalhavam com uma chapa que pudesse acomodar Caroline e Amin. O PP integra a base de sustentação do governo estadual, e o senador era visto como um nome capaz de ampliar a aliança de Jorginho.

    A decisão de Jair Bolsonaro de apoiar a mudança do filho para Santa Catarina criou três candidatos para duas vagas. A estratégia visava abrir espaço em uma possível chapa do PL no Rio de Janeiro para caso Flávio Bolsonaro não disputasse à Presidência.

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    Caroline chegou a ameaçar deixar o PL diante do risco de ficar fora da chapa . Michelle Bolsonaro entrou publicamente na discussão em defesa da deputada. Valdemar Costa Neto chegou a sinalizar preferência por uma composição com Amin.

    O resultado foi uma chapa do PL com Carlos e Caroline, enquanto Amin manteve a candidatura pelo PP.

    A eleição ao Senado possui ainda importância própria para o grupo de Jair Bolsonaro. A estratégia do campo bolsonarista passa por aumentar sua bancada para influenciar votações e iniciativas relacionadas ao Supremo Tribunal Federal.

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    Carlos deixou isso explícito ao lançar sua candidatura. Disse que pretende atuar sobre temas como os presos pelos atos de 8 de janeiro, liberdade de expressão e equilíbrio entre os Poderes .

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