Canhotos votam mais à esquerda? Estudo investiga relação entre lateralidade e posição política
Homem canhoto faz lista de compras. Emily Santos/g1 As preferências políticas costumam ser explicadas por fatores como renda, idade ou nível de escolaridade. Mas nossa pesquisa sugere que uma característica muito mais inesperada também pode ter algum papel: ser canhoto. A partir de uma pesquisa realizada em 18 países ocidentais, observamos que os canhotos tendem a se posicionar mais à esquerda politicamente. O resultado parece estar mais relacionado à identidade do que à biologia. A pergunta pode parecer uma brincadeira. Mesmo assim, nossa pesquisa mostra que existe uma associação estatística
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Homem canhoto faz lista de compras. — Foto: Emily Santos/g1
As preferências políticas costumam ser explicadas por fatores como renda, idade ou nível de escolaridade. Mas nossa pesquisa sugere que uma característica muito mais inesperada também pode ter algum papel: ser canhoto.
A partir de uma pesquisa realizada em 18 países ocidentais, observamos que os canhotos tendem a se posicionar mais à esquerda politicamente. O resultado parece estar mais relacionado à identidade do que à biologia.

A pergunta pode parecer uma brincadeira. Mesmo assim, nossa pesquisa mostra que existe uma associação estatística entre ser canhoto e se posicionar politicamente mais à esquerda.
Em um estudo recente realizado como parte de nossa pesquisa acadêmica, buscamos descobrir se uma característica tão cotidiana quanto a lateralidade — ser canhoto ou destro — poderia estar relacionada às opiniões políticas.
Para isso, entrevistamos 1.404 pessoas em 18 países ocidentais, entre eles França, Alemanha, Estados Unidos, Itália e Espanha.
Os participantes indicaram sua posição política em uma escala de dez pontos, da direita à esquerda, além de informar sua lateralidade. Depois, comparamos as respostas levando em conta diversos fatores, como idade, renda, sexo e nível de escolaridade.
A amostra não é representativa de cada um desses países: a pesquisa foi realizada pela internet e teve uma proporção elevada de participantes do Reino Unido.
Mesmo assim, os resultados permanecem semelhantes quando retiramos o país da análise.
Optamos por concentrar o estudo em países ocidentais para evitar que percepções muito negativas sobre os canhotos, ainda presentes em partes da Ásia e da África, interferissem nas respostas.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/09/25/estudo-lateralidade-posicao-politica.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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