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    Candidatos criticam, mas não explicam como frear emendas

    A escrita corrente na política reza que o marco inaugural do avanço desmedido no uso das emendas parlamentares deu-se na presidência de Eduardo Cunha (Republicanos) e se consolidou na gestão de Arthur Lira (PP) no comando da Câmara dos Deputados . Leia mais (08/11/2026 - 14h15)

    Folha de S.Paulo
    11 de agosto de 2026 às 17:15
    Candidatos criticam, mas não explicam como frear emendas
    Grupo numeroso de deputados em pé atrás da mesa principal do plenário, muitos com os punhos erguidos em comemoração. Na frente, público e outros parlamentares também registram o momento com celulares. Ambiente interno com iluminação artific — Foto: Folha de S.Paulo

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    A escrita corrente na política reza que o marco inaugural do avanço desmedido no uso das emendas parlamentares deu-se na presidência de Eduardo Cunha (Republicanos) e se consolidou na gestão de Arthur Lira (PP) no comando da Câmara dos Deputados .

    Sessão da Câmara dos Deputados após aprovação do fim da escala 6x1, em Brasília - Gabriela Biló - 27.mai.26/Folhapress
    Sessão da Câmara dos Deputados após aprovação do fim da escala 6x1, em Brasília - Gabriela Biló - 27.mai.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A história, contudo, traz registro mais antigo. Data do ano 2000 e tem a paternidade do então poderoso e já falecido senador Antônio Carlos Magalhães (PFL), autor de proposta para tornar todo Orçamento da União impositivo.

    O presidente que não executasse todas as despesas conforme o determinado incorreria no crime de responsabilidade. De tão radical, a coisa não prosperou, mas estabeleceu-se como a gênese seminal da grave distorção entre as funções executivas e legislativas que hoje se vê.

    A despeito dessa evidência, não há no debate eleitoral, por parte dos candidatos, uma abordagem realista sobre como o futuro presidente pretende lidar com o avanço desmedido das emendas parlamentares em relação ao dinheiro disponível no Orçamento.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Há críticas contundentes, promessas de correção, mas nada que sustente a credibilidade das boas intenções. Flávio Bolsonaro ( PL ) nem a esse trabalho se dá; defende as emendas como essenciais aos municípios e ignora a degeneração progressiva no manejo dos recursos.

    Os demais integrantes da lista dos mais bem posicionados até agora nas pesquisas prometem fechar as torneiras . Valentes nas palavras, Luiz Inácio da Silva (PT), Ronaldo Caiado ( PSD ), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) ainda não conseguiram desenvolver o tema de modo convincente.

    Nenhum deles vai além das inconsistências de generalidades decorrentes da óbvia constatação de que a apropriação indevida feita pelo Congresso carece de urgente correção.

    Ou há um freio ou aquela proposta de ACM, submetendo ao risco de impeachment o presidente que não ordenar despesas exatamente como manda o Congresso, acabará ressuscitada. Um despropósito pensar? Ora, pensemos num absurdo e veremos que já convivemos com vários deles.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/08/candidatos-criticam-mas-nao-explicam-como-frear-emendas.shtml.

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    Sessão da Câmara dos Deputados após aprovação do fim da escala 6x1, em Brasília - Gabriela Biló - 27.mai.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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