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    Candidato não eleito é acusado de calote em equipe de pesquisa eleitoral

    Luís Miranda (Democratas) aparecia com apoio de 21 mil pessoas nos grupos de pesquisa, mas recebeu apenas 3.610 votos nas urnas

    Metrópoles
    7 de outubro de 2026 às 06:03
    Candidato não eleito é acusado de calote em equipe de pesquisa eleitoral
    Foto: Metrópoles

    Contratados para fazer uma pesquisa de intenção de voto para Luís Miranda (Democratas) , candidato não eleito a deputado distrital, afirmam que não receberam o pagamento pelos serviços prestados. Miranda recebeu 3.610 votos — número insuficiente para garantir uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal — e, segundo os trabalhadores, o agora ex-candidato deixou de pagar os valores previstos em contrato.

    No documento ao qual o Metrópoles teve acesso, uma das tarefas previstas para o trabalho, no valor de R$ 700, era de criar um grupo de WhatsApp com, pelo menos, 50 pessoas que declarassem apoio a Miranda. Um integrante da equipe deveria ser incluído na conversa para validar os participantes.

    O contrato também determinava que pessoas que “negassem o apoio ao candidato” fossem retiradas do grupo. A comunidade deveria permanecer ativa até o dia seguinte à eleição, e mensagens deveriam ser enviadas diariamente, até as 18h, para confirmar quais integrantes continuavam “fechados com o Miranda”.

    Jacqueline Lisboa/Metrópoles
    Jacqueline Lisboa/Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Uma mulher de 27 anos, moradora de São Sebastião, foi uma das pessoas contratadas para fazer as pesquisas. Ela chegou por indicação de amigos e afirma que ela e os colegas tiveram dificuldade para conseguir apoiadores suficientes para formar os grupos exigidos no contrato. Segundo ela, diante da dificuldade, a própria equipe do candidato orientou as freelancers a convencer as pessoas a declarar que votariam em Miranda, mesmo quando essa não fosse a intenção delas.

    “Era difícil conseguir 50 pessoas que realmente apoiavam o Miranda para colocar no grupo. Então, a própria equipe orientou a gente a convencer outras pessoas a dizer que iam votar nele, mesmo que não tivessem certeza ou nem tivessem essa intenção. Eles diziam que o objetivo era apresentar o candidato e as propostas dele para essas pessoas e, mesmo que elas ainda não fossem votar nele, pelo menos teriam contato com o nome e poderiam mudar de ideia”, detalhou ao Metrópoles .

    A primeira suspeita de que o pagamento poderia não ser feito surgiu quando a equipe adiou, de 3 para 4 de outubro, a data prevista para o depósito.

    Deputado federal Luis Miranda
    Deputado federal Luis Miranda — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “Falaram que tinha que ser dia 4 porque, no dia 3, estavam fazendo uma carreata e não estavam tendo tempo de organizar para pagar todo mundo. O erro já começa aí, porque, em dia de eleição, essa ação é considerada boca de urna. Mas, aparentemente, já era uma estratégia para ver se ganharia ou não. Como não ganhou, não pagou.”

    Depois, segundo a moradora de São Sebastião, a equipe informou que o pagamento já havia sido realizado. Ela afirma que recebeu um comprovante da transferência, mas decidiu conferir o extrato bancário. Foi então que constatou que o valor não havia sido depositado e, segundo ela, o comprovante enviado pela equipe não correspondia a uma transferência efetivamente realizada.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/candidato-nao-eleito-e-acusado-de-calote-em-equipe-de-pesquisa-eleitoral.

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