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    Candidato leva pé de maconha ao Centro de BH e arruma problema com a PM

    Dário 4e20 (PSol) levou cannabis para campanha na Praça Sete e apresentou habeas corpus; após análise, policiais decidiram recolher planta

    Metrópoles
    16 de setembro de 2026 às 20:30
    Candidato leva pé de maconha ao Centro de BH e arruma problema com a PM
    Foto: Metrópoles

    Belo Horizonte – Uma ação de campanha do candidato a deputado federal Dário de Moura, conhecido como Dário 4e20 (PSol), com um pé de maconha terminou com a intervenção da Polícia Militar no coração de Belo Horizonte nesta quarta-feira (16/9) . O candidato, conhecido pela militância pró-maconha , levou a planta para a Praça Sete com o objetivo de, segundo ele, “mostrar para a população” e defender suas propostas.

    O político estava interagindo com quem passava pela praça no início da tarde quando um policial militar se aproximou, perguntou se aquilo era maconha e demonstrou surpresa com a cena. “Você tá doido?”, questionou o PM. Dário então disse que a planta pertencia a uma pessoa que possui um habeas corpus relacionado ao cultivo de cannabis e apresentou o documento.

    “A princípio se espantou muito. Me abordou perguntando: ‘O que é isso? O que você está querendo fazer com isso? Que planta é essa?’”, contou Dário ao Metrópoles. Após a apresentação do documento, o candidato continuou a ação e conversou com pessoas que passavam pela Praça Sete. A situação, porém, não terminou ali.

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    Eleições 2026 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Outros policiais militares foram até a praça e voltaram a analisar a situação. A conversa com Dário e os demais envolvidos ocorreu de forma respeitosa, mas um tenente informou que a planta seria recolhida e uma ocorrência seria registrada.

    Apesar da autorização judicial, os policiais decidiram levar a planta para que a situação fosse formalmente registrada e analisada. Dário não teve que acompanhá-los.

    Antes da decisão de recolhimento, Dário havia dito ao Metrópoles que considerava encerrada a primeira abordagem.

    “Eles fizeram o trabalho deles. Conferiram o habeas corpus, viram as condições, fizeram questionamentos, a gente esclareceu, eles entregaram os documentos e vamos lá continuar o nosso trabalho de esclarecimento da população”, afirmou.

    Segundo Dário, a planta levada à Praça Sete é um exemplar macho de cannabis, que não é o ideal para a extração de TCH, o princípio ativo da maconha. O candidato do PSol-MG estava acompanhado do beneficiário do habeas corpus e do advogado dele.

    O candidato disse que a intenção era usar a ação para defender a regulamentação do cultivo e ampliar o debate sobre o uso medicinal da cannabis.

    “Eu estava aqui como candidato a deputado federal junto com o paciente que tem o HC, seu advogado, mostrando para a população os benefícios da planta e por que a gente luta para poder fazer com que o Ministério da Saúde regularize o que a lei já permite sobre o uso medicinal”, disse.

    Questionado pelo Metrópoles sobre o consumo de maconha entre adolescentes, Dário afirmou não defender o uso do entorpecente ou do álcool por esse público.

    “Eu não defendo o uso de maconha, de álcool para juventude”, afirmou. Para o candidato, a discussão deve incluir informação sobre os efeitos e riscos das substâncias.

    Vídeo: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/minas-gerais/candidato-leva-pe-de-maconha-ao-centro-de-bh-e-arruma-problema-com-a-pm.

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