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    Câncer hereditário: quando a avaliação genética pode ser indicada

    Ter casos de câncer na família não significa, necessariamente, que uma pessoa desenvolverá a doença. Da mesma forma, embora alterações genéticas estejam envolvidas no desenvolvimento dos tumores, nem todas são herdadas dos pais. Segundo informações institucionais do Hospital Erasto Gaertner, a maioria dos tumores malignos é considerada esporádica. Os tumores hereditários representam uma parcela menor dos casos, estimada em cerca de 5% a 10%. É nesse contexto que a avaliação genética pode ser considerada. A análise da história pessoal e familiar ajuda o especialista a identificar situações que

    G1
    30 de setembro de 2026 às 14:10
    Câncer hereditário: quando a avaliação genética pode ser indicada
    Foto: G1

    Ter casos de câncer na família não significa, necessariamente, que uma pessoa desenvolverá a doença. Da mesma forma, embora alterações genéticas estejam envolvidas no desenvolvimento dos tumores, nem todas são herdadas dos pais.

    Segundo informações institucionais do Hospital Erasto Gaertner, a maioria dos tumores malignos é considerada esporádica. Os tumores hereditários representam uma parcela menor dos casos, estimada em cerca de 5% a 10%.

    É nesse contexto que a avaliação genética pode ser considerada. A análise da história pessoal e familiar ajuda o especialista a identificar situações que podem justificar uma investigação específica e, quando indicada, orientar os próximos passos.

    Todo câncer é causado por alterações genéticas?

    O câncer surge a partir de alterações no DNA das células, que podem interferir nos mecanismos responsáveis pelo crescimento e pela morte celular. Essas alterações podem ocorrer ao longo da vida por diferentes fatores e não são, necessariamente, transmitidas de uma geração para outra.

    Por isso, é importante diferenciar as alterações genéticas identificadas apenas no tumor daquelas relacionadas a uma predisposição hereditária.

    Alterações hereditárias podem estar presentes desde o nascimento e ser compartilhadas por integrantes de uma mesma família. Já outras alterações surgem ao longo da vida e permanecem restritas às células afetadas pelo processo tumoral.

    Qual é a diferença entre câncer esporádico e câncer hereditário?

    Os cânceres esporádicos correspondem à maior parte dos tumores. Eles surgem a partir de alterações que se acumulam ao longo da vida e podem estar relacionadas a diferentes fatores.

    Nos cânceres hereditários, existe uma predisposição genética transmitida na família que pode aumentar a probabilidade de desenvolvimento de determinados tumores.

    Ter uma predisposição genética não significa que o câncer necessariamente acontecerá. A identificação desse tipo de alteração pode, conforme o caso, modificar estratégias de acompanhamento e prevenção.

    Quando uma avaliação genética pode ser considerada?

    A indicação deve ser individualizada e realizada por profissional habilitado. Em geral, a investigação começa pela análise detalhada da história do paciente e de seus familiares.

    Alguns padrões podem chamar a atenção da equipe, como:

    ocorrência de determinados tipos de câncer em idades mais jovens; repetição de tumores semelhantes entre familiares; presença de mais de um tumor na mesma pessoa; combinações de cânceres que podem estar associadas a síndromes hereditárias.

    Esses sinais não confirmam, sozinhos, a existência de uma síndrome genética. Eles podem ajudar o especialista a avaliar se uma investigação adicional é pertinente.

    O que acontece em uma consulta de genética médica?

    A avaliação pode incluir o levantamento da história pessoal, os tipos de câncer diagnosticados na família, a idade em que ocorreram, o grau de parentesco e outras informações clínicas relevantes.

    A partir desse conjunto de dados, o especialista avalia a possibilidade de uma predisposição hereditária e orienta os próximos passos. Dependendo do caso, pode ser discutida a realização de testes genéticos.

    Nem toda pessoa com histórico familiar de câncer precisa realizar um teste. A decisão deve considerar a indicação clínica e se o resultado poderá contribuir para o cuidado.

    Quando indicado, o teste pode procurar alterações associadas a síndromes de predisposição hereditária ao câncer. O resultado precisa ser interpretado dentro do contexto clínico e familiar.

    Um resultado positivo pode levar à discussão de estratégias de acompanhamento e prevenção individualizadas. Dependendo da alteração identificada, familiares também podem receber orientação sobre a necessidade de avaliação.

    Um resultado negativo, por outro lado, nem sempre elimina completamente a possibilidade de risco aumentado. A interpretação depende do motivo da investigação, do histórico familiar e do tipo de teste realizado.

    Se existe uma alteração genética, o câncer é inevitável?

    Não. Uma predisposição genética representa um aumento de risco, e não uma certeza de que a pessoa desenvolverá câncer.

    Quando uma predisposição é identificada, a equipe pode discutir estratégias de acompanhamento, prevenção ou rastreamento conforme o risco individual e as características de cada caso.

    A interpretação dessas informações deve ser feita com orientação profissional, considerando o conjunto de dados clínicos e familiares.

    Por que essa informação pode ser importante para a família?

    Uma alteração hereditária pode ter implicações que vão além da pessoa inicialmente avaliada. Por isso, quando uma predisposição é identificada, a orientação especializada pode ajudar a compreender o que aquele resultado significa para familiares biologicamente relacionados.

    Esse processo envolve informações de saúde individuais e familiares e deve ser conduzido de forma individualizada, com acompanhamento profissional.

    Genética médica no Hospital Erasto Gaertner

    Profissional realiza atividade em equipamento utilizado em processos de pesquisa no Hospital Erasto Gaertner. — Foto: Divulgação/Erasto Gaertner.

    A oncogenética integra a estrutura de diagnóstico e tratamento divulgada pelo Hospital Erasto Gaertner. Na relação do corpo clínico de 2026, a instituição também mantém um Serviço de Genética Médica dentro do Departamento de Oncologia.

    A presença da especialidade em um centro oncológico permite integrar informações genéticas à avaliação clínica e, quando indicado, discutir estratégias de prevenção, acompanhamento e cuidado individualizado.

    Para quem já é paciente do Hospital Erasto Gaertner, a necessidade de uma avaliação genética deve ser discutida com a equipe responsável pelo tratamento. Informações sobre consultas e agendamentos podem ser obtidas pelos canais oficiais da instituição.

    O Hospital Erasto Gaertner integra a Liga Paranaense de Combate ao Câncer e oferece assistência especializada em diferentes áreas da oncologia.

    Entre os serviços e recursos divulgados pela instituição estão oncologia clínica, cirurgia, radioterapia, diagnóstico por imagem, oncogenética, endoscopia terapêutica e radiologia intervencionista, além da atuação de equipes multiprofissionais.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/hospital-erasto-gaetner-complexo-hospital-erasto-gaertner/noticia/2026/09/30/cancer-hereditario-quando-a-avaliacao-genetica-pode-ser-indicada.ghtml.

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