Brasil

    Campos rebate Lyra e aciona TRE contra suposto gabinete do ódio em Pernambuco

    Campanha do PSB alega financiamento de rede de desinformação com recursos públicos

    UOL
    8 de agosto de 2026 às 11:00
    Campos rebate Lyra e aciona TRE contra suposto gabinete do ódio em Pernambuco
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    Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique

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    O presidente do PSB, o prefeito João Campos na sede do partido, em Brasília - Gabriela Biló - 29.mai.25/Folhapress · Gabriela Biló - 29.mai.25/Folhapress
    O presidente do PSB, o prefeito João Campos na sede do partido, em Brasília - Gabriela Biló - 29.mai.25/Folhapress · Gabriela Biló - 29.mai.25/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

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    A campanha do ex-prefeito de Recife e candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), entrou com uma representação no TRE-PE (Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco) contra um suposto gabinete do ódio financiado com recursos públicos do governo do estado, comandado por Raquel Lyra (PSD).

    O movimento é feito como uma reação ao fato de a governadora ter acionado a Justiça Eleitoral contra o suposto uso de robôs e uma máquina de perfis falsos que estariam atacando a atual gestão, como mostrou o Painel.

    Tabata mostra relação com João Campos e é alvo de provocação de adversários
    Tabata mostra relação com João Campos e é alvo de provocação de adversários — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A campanha de Campos afirma, no entanto, que as acusações contra Lyra são antigas. No final do ano passado, deputados acionaram a PF ( Polícia Federal ) após denúncias de que um assessor dela estaria comandando uma milícia digital.

    A ação quer preservar os conteúdos postados nas redes para uma eventual Ação de Investigação Judicial Eleitoral, que pode ser protocolada com o início oficial da campanha, em 16 de agosto.

    Na peça protocolada nesta sexta-feira (7), a campanha de Campos afirma que os ataques vêm se repetindo ao longo do último ano.

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    "Novas ações se tornaram necessárias, porque os conteúdos removidos reapareceram e outros perfis passaram a reproduzir o mesmo material, porque a engrenagem não cessava quando uma única URL era retirada do ar", afirma um trecho do documento.

    Segundo a campanha, perfis que antes exploravam humor e gastronomia, por exemplo, passaram a concentrar ataques em Campos. Um deles, no entanto, já está indisponível e não é mais possível acessar as publicações.

    A peça alega possível relação com o aumento de despesas de publicidade do governo do estado. "Estrutura profissional de comunicação, possível sustentação econômica e utilização coordenada de perfis digitais aparentemente independentes. É justamente essa combinação que diferencia o gabinete do ódio da simples militância política espontânea", diz a representação.

    Ilustração da fachada da Folha, na Barão de Limeira 425
    Ilustração da fachada da Folha, na Barão de Limeira 425 — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A campanha de Lyra diz ter recebido a iniciativa com tranquilidade, que não se opõe à preservação dos dados e que confia plenamente na Justiça Eleitoral. Mas diz que é preciso distinguir o que a ação efetivamente pede da narrativa que se tenta construir em torno dela.

    "É como solicitar que uma câmera de segurança não apague suas imagens: preservar os registros não significa que houve um crime, apenas que eles permanecerão disponíveis para eventual consulta", afirmou.

    A nota defende que os eleitores tenham o direito de se manifestar, de forma livre e espontânea, nas redes e que "participação política não pode ser confundida com irregularidade".

    "O que não se pode fazer é tentar transformar uma medida técnica em fato político para confundir o eleitor pernambucano, atribuindo a ela um significado que não possui", afirmou.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/08/campos-rebate-lyra-e-aciona-tre-contra-suposto-gabinete-do-odio-em-pernambuco.shtml.

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    O presidente do PSB, o prefeito João Campos na sede do partido, em Brasília - Gabriela Biló - 29.mai.25/Folhapress · Gabriela Biló - 29.mai.25/Folhapress — Foto: UOL

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