Campeonato Brasileiro tem 16 quedas de técnicos e três 'vira-casacas'
Se é um clichê clubes em crise demitirem técnicos, também vem parecendo um lugar-comum treinadores trocarem de lado nesta edição do Campeonato Brasileiro . Leia mais (09/14/2026 - 19h01)

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Se é um clichê clubes em crise demitirem técnicos, também vem parecendo um lugar-comum treinadores trocarem de lado nesta edição do Campeonato Brasileiro .

No domingo (13), o Grêmio se tornou a 12ª equipe da competição a mandar embora o seu comandante. O português Luís Castro foi o 16º a perder o emprego na temporada entre os 20 clubes da Série A.
Dos 16 demitidos, porém, três seguem disputando o Brasileiro, pois voltaram a trabalhar em clubes rivais.
O caso mais recente é Renato Gaúcho. Na pausa da Copa do Mundo, quando os times não estavam nem jogando, Renato Gaúcho saiu do Vasco. Nesta segunda-feira (14), foi anunciado como substituto de Luís Castro com um contrato de tiro curto: até o final do ano. Vai ser a quinta passagem dele no Grêmio.

Outros dois técnicos demitidos durante a competição que voltaram ao Brasileiro foram Fernando Diniz e Dorival Júnior .
Diniz deixou o Vasco em fevereiro e, em abril, substituiu Dorival Júnior no Corinthians . E Dorival, cerca de 40 dias após sair do alvinegro paulista, assumiu o rival São Paulo.
O Vasco não está sozinho na lista de clubes que mandaram embora dois treinadores no ano. O São Paulo teve o argentino Hernán Crespo e depois Roger Machado.

O Botafogo contratou o argentino Martin Anselmi em janeiro e demitiu em março. Em abril fechou com o português Franclim Carvalho, que ficou até agosto.
A Chapecoense também está com seu terceiro treinador depois das passagens de Gilmar Dal Pozzo e Fábio Matias.
Palmeiras e Bahia quebram o clichê do futebol nesta década. As duas agremiações mantêm seus técnicos por três anos ou mais. E olha que neste período não tiveram só conquistas.

O alviverde paulista está com Abel Ferreira desde outubro de 2020. Desde então o time fez uma coleção de troféus, mas passou em branco na temporada 2025.
O tricolor baiano conquistou dois estaduais e uma Copa do Nordeste, mas obteve uma vaga na Libertadores, o que não conseguia desde 1989.
Em terceiro lugar entre os mais longevos está Rafael Guanaes. Após levar o Mirassol para a inédita Libertadores, foi cotado para assumir o Corinthians, mas permanece na equipe do interior paulista, que luta para não ser rebaixada.

Hoje quem parece estar mais ameaçado no cargo neste momento é o uruguaio Paulo Pezzolano. Chegou ao Internacional em dezembro passado e vem tendo problemas. Perdeu o estadual, foi eliminado na Copa do Brasil pelo Grêmio e sofre problemas para tirar o colorado da zona de rebaixamento.
Filipe Luís deixou o Flamengo de forma conturbada mesmo tendo conquistado em 2025 o Carioca, a Supercopa do Brasil, o Brasileiro e a Libertadores.
Este ano, entretanto, acabou demitido e substituído, em março, por Leonardo Jardim, que havia deixado o Cruzeiro em dezembro.

Mas o ex-lateral esquerdo não esperou um novo clube do Brasileiro. Partiu para a Europa. Hoje comanda o Monaco e está em segundo lugar no Francês, já tendo derrotado o multicampeão PSG.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/09/campeonato-brasileiro-tem-16-quedas-de-tecnicos-e-tres-vira-casacas.shtml.

Fernando Diniz e Renato Gaúcho já comandaram o Vasco neste Brasileiro; hoje estão no Corinthians e Grêmio, respectivamente — Foto: Folha de S.Paulo
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