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    Campanhas eleitorais já destinaram R$ 167 milhões para impulsionar posts nas plataformas da Meta

    Os gastos com impulsionamento cresceram 316% desde 2018 e podem aumentar até o fim das eleições de 2026, segundo os dados atuais O post Campanhas eleitorais já destinaram R$ 167 milhões para impulsionar posts nas plataformas da Meta apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    24 de setembro de 2026 às 17:43
    Campanhas eleitorais já destinaram R$ 167 milhões para impulsionar posts nas plataformas da Meta
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    A dez dias do primeiro turno, candidatos já destinaram R$ 167,3 milhões à Meta para impulsionar conteúdos. O valor supera os R$ 155,4 milhões gastos em toda a eleição de 2022, corrigidos pela inflação.

    O montante ainda pode aumentar até o primeiro e o segundo turnos. As campanhas também podem declarar despesas depois das eleições. Em 2024, o gasto com impulsionamento chegou a R$ 207,6 milhões.

    Os dados informados pelas campanhas ao Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) mostram que Instagram , Facebook e WhatsApp estão entre as plataformas usadas para ampliar o alcance das publicações. O impulsionamento é a maior despesa das campanhas neste ano, repetindo o cenário de 2022.

    Instagram, Facebook e WhatsApp estão entre as plataformas da Meta usadas pelas campanhas para ampliar o alcance de publicações. – Imagem: Novikov Aleksey/Shutterstock
    Instagram, Facebook e WhatsApp estão entre as plataformas da Meta usadas pelas campanhas para ampliar o alcance de publicações. – Imagem: Novikov Aleksey/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Segundo o UOL , entre a eleição presidencial de 2018 e a atual, os gastos com esse recurso cresceram 316%. O levantamento realizado na Biblioteca de Anúncios da Meta considera o período de 22 de agosto a 20 de setembro.

    Entre os candidatos com maiores despesas estão:

    Lula lidera os gastos entre os candidatos à Presidência. Em 2022, não teve despesas com impulsionamento no Facebook e concentrou os investimentos no Google. Em 2026, passou a ser o candidato que mais gastou com a Meta até o momento. Desde 2024, o Google não faz anúncios eleitorais.

    Campanhas recorrem ao impulsionamento para alcançar públicos além de suas bases tradicionais nas redes sociais. – Imagem: Marciobnws / Shutterstock
    Campanhas recorrem ao impulsionamento para alcançar públicos além de suas bases tradicionais nas redes sociais. – Imagem: Marciobnws / Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Para Vanessa Marques, consultora em marketing político, a dinâmica dos impulsionamentos pode criar uma espécie de “leilão”, em que quem paga mais consegue ampliar a exposição aos eleitores. Nesse cenário, campanhas com menos recursos podem enfrentar mais dificuldade para alcançar o público.

    “Candidatos mais novos ou menos conhecidos, como Caiado e Zema, ou com menos recursos acabam tendo mais dificuldade de levar suas propostas”, explica.

    A necessidade de ampliar esse alcance ajuda a explicar por que as redes sociais ganharam tanto espaço nas estratégias eleitorais. Helga Almeida, professora de Ciência Política da Univasf, afirma que as plataformas se tornaram indispensáveis na comunicação política. Segundo ela, as campanhas passaram a desenvolver estratégias diferentes para cada rede e a direcionar os anúncios para públicos específicos.

    logotipo da Meta em um moderno edifício de escritórios,
    logotipo da Meta em um moderno edifício de escritórios, — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    “Há um entendimento universal dos candidatos agora da necessidade de se usar as redes, de que essas plataformas são muito importantes na comunicação e têm organizado nossas vidas”, afirma Helga.

    Essa mudança na forma de produzir e distribuir conteúdo também se relaciona ao avanço da inteligência artificial. Para a professora, a tecnologia torna a campanha mais dinâmica e rápida, aumentando a necessidade de produção de novos materiais.

    A disputa por alcance também foi afetada por uma resolução do TSE deste ano, que proibiu as redes sociais de recomendar postagens de candidatos. Vanessa relaciona a mudança ao aumento dos gastos com impulsionamento. Na avaliação dela, as campanhas passaram a investir mais para chegar a pessoas que estão fora de suas bases tradicionais.

    Urna eletrônica sendo utilizada durante uma votação nas eleições brasileiras
    Urna eletrônica sendo utilizada durante uma votação nas eleições brasileiras — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Como esses gastos incluem recursos do Fundo Eleitoral, Vanessa também questiona a transparência das plataformas. Para ela, não está claro quais critérios os algoritmos utilizam para distribuir os conteúdos, o que dificulta avaliar a efetividade de um serviço pago com dinheiro público.

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    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Instagram, Facebook e WhatsApp estão entre as plataformas da Meta usadas pelas campanhas para ampliar o alcance de publicações. – Imagem: Novikov Aleksey/Shutterstock
    Instagram, Facebook e WhatsApp estão entre as plataformas da Meta usadas pelas campanhas para ampliar o alcance de publicações. – Imagem: Novikov Aleksey/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Campanhas recorrem ao impulsionamento para alcançar públicos além de suas bases tradicionais nas redes sociais. – Imagem: Marciobnws / Shutterstock
    Campanhas recorrem ao impulsionamento para alcançar públicos além de suas bases tradicionais nas redes sociais. – Imagem: Marciobnws / Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/24/internet-e-redes-sociais/campanhas-eleitorais-ja-destinaram-r-167-milhoes-para-impulsionar-posts-nas-plataformas-da-meta/.

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