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    Campanha do PT debate reforma do Judiciário com medidas anticorrupção para se blindar de crise no STF

    A equipe de campanha de Lula ( PT ) planeja colocar luz sobre a proposta de reforma do Judiciário mencionada na sexta-feira (4) pelo presidente da República diante da crise que abala o STF (Supremo Tribunal Federal) . A ideia é atrelar a sugestão a propostas de contenção de gastos por juízes e procuradores, medidas anticorrupção e um debate sobre a relação de magistrados com empresários. Leia mais (09/07/2026 - 04h00)

    Folha de S.Paulo
    7 de setembro de 2026 às 07:00
    Campanha do PT debate reforma do Judiciário com medidas anticorrupção para se blindar de crise no STF
    Dois homens de terno conversam sentados em mesa com microfone e copo de água. Ao fundo, bandeira do Brasil desfocada. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A equipe de campanha de Lula ( PT ) planeja colocar luz sobre a proposta de reforma do Judiciário mencionada na sexta-feira (4) pelo presidente da República diante da crise que abala o STF (Supremo Tribunal Federal) . A ideia é atrelar a sugestão a propostas de contenção de gastos por juízes e procuradores, medidas anticorrupção e um debate sobre a relação de magistrados com empresários.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do STF, Edson Fachin, durante cerimônia no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira - 4.set.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 4.set.26/Folhapress
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do STF, Edson Fachin, durante cerimônia no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira - 4.set.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 4.set.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Candidato à reeleição, Lula e seu grupo político querem assumir a condução do debate sobre mudanças no Judiciário na tentativa de evitar que a campanha seja contaminada pela guerra deflagrada entre ministros do Supremo.

    O debate de uma reforma do Judiciário ganhou tração nesta semana, pouco antes de Lula falar publicamente sobre o assunto, na sexta. A ideia discutida pelo petista com aliados como o coordenador de sua campanha, Edinho Silva, e os ministros Sidônio Palmeira (Secom) e Jorge Messias (AGU) é focar na crítica a relações promíscuas entre juízes e empresários.

    O petista deverá defender um código de ética para o Judiciário, fruto de uma reforma a ser construída em uma espécie de pacto entre os poderes. Lula tem dito em conversas que não pretende que o tema seja debatido às pressas, mas produto de uma concertação a exemplo da reforma realizada em seu primeiro governo.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ele tem dito que um ministro de tribunal superior não pode almejar a fortuna na função. Se quiser enriquecer, deve permanecer na advocacia. Segundo aliados, a ideia poderá ser acompanhada da defesa de uma reforma política.

    A ideia do código de ética é defendida pelo presidente do STF, Edson Fachin . A avaliação de aliados do chefe do governo é que a pauta da reforma do Judiciário ganhou força junto a Lula depois de uma conversa entre ele e Fachin.

    Lula resiste à possibilidade de divulgar propostas detalhadas sobre o tema, até porque essa não é uma atribuição do Executivo. A ideia é apresentar diretrizes, como transparência, participação popular e fiscalização.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ainda assim, integrantes da campanha avaliam a possibilidade de apresentar a defesa de uma reforma do Judiciário associada ao fim dos supersalários de juízes e procuradores.

    Interlocutores de Lula no mundo jurídico afirmam que o presidente apenas abriu o debate sobre o assunto, que é natural que aliados apresentem ideias ao petista e que o processo eleitoral poderá ser um acelerador da discussão.

    Lula mencionou a reforma do sistema de Justiça publicamente em evento, na sexta-feira, em que estavam presentes diversos integrantes da elite do Judiciário, incluindo Fachin. Um dos presentes relatou à Folha ter tido a impressão de que a ideia de uma reforma foi bem recebida pela audiência.

    "Tenho certeza que faremos, para o próximo ano, uma discussão profunda sobre a necessidade de uma nova reforma no Poder Judiciário brasileiro para que o povo possa continuar acreditando na Justiça", disse o petista.

    Lula já havia defendido mudanças no funcionamento do Judiciário em outras ocasiões. Em fevereiro deste ano, por exemplo, ele indicou ser a favor de um tempo de mandato para ministros do STF —hoje, eles podem ficar no cargo até os 75 anos.

    "Não é justo uma pessoa entrar com 35 anos e ficar até 75 anos. É muito tempo. Então, acho que pode ter um mandato", declarou o petista na ocasião.

    O Supremo está sob pressão por causa do escândalo do Banco Master desde o ano passado, mas a crise escalou na última semana. Foi revelado que Daniel Vorcaro , dois dias antes de ser preso prestes a viajar para o exterior , perguntou a Moraes se deveria fugir do país. Além disso, o ministro editou um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, e o Master.

    Petistas receiam uma contaminação da campanha de Lula pelo escândalo no STF principalmente por dois motivos. Primeiro porque o debate eleitoral sobre a corrupção costuma desfavorecer o partido, marcado pelos casos do m ensalão e da Lava Jato. Além disso, Lula manteve uma relação de proximidade com ministros do Supremo, incluindo Moraes, ao longo do atual mandato, o que facilitaria uma associação da imagem do chefe do governo com o escândalo.

    O presidente e seu grupo político já mudaram a forma como lidam com o escândalo pelo menos uma vez.

    Inicialmente, a ideia era que Lula só falasse sobre o assunto caso fosse perguntado em entrevistas . Um dia depois dessa decisão ser tomada, porém, o chefe do governo divulgou um vídeo no qual cobrou uma solução do STF e da PGR (Procuradoria-Geral da República) e defendeu que todos os envolvidos fossem investigados.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/campanha-do-pt-debate-reforma-do-judiciario-com-medidas-anticorrupcao-para-se-blindar-de-crise-no-stf.shtml.

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    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do STF, Edson Fachin, durante cerimônia no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira - 4.set.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 4.set.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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