Brasil

    Campanha de Lula vai culpar Bolsonaro por preços de alimentos e prometer limite maior para MEI

    A campanha de reeleição do presidente Lula (PT) levará à TV nesta quinta-feira (17) um programa eleitoral que coloca no governo Bolsonaro a culpa pelos preços dos alimentos . Além disso, o petista transformará em promessa de campanha o projeto de aumentar para até R$ 140 mil anuais o limite de receita bruta anual dos MEIs (microempreendedores individuais). Leia mais (09/17/2026 - 11h10)

    Folha de S.Paulo
    17 de setembro de 2026 às 14:10
    Campanha de Lula vai culpar Bolsonaro por preços de alimentos e prometer limite maior para MEI
    Homem de cabelos grisalhos e barba branca segura microfone com a mão direita e gesticula com a esquerda. Ele veste terno preto, camisa branca e gravata vinho. Fundo desfocado com cores verde e azul. — Foto: Folha de S.Paulo

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    A campanha de reeleição do presidente Lula (PT) levará à TV nesta quinta-feira (17) um programa eleitoral que coloca no governo Bolsonaro a culpa pelos preços dos alimentos . Além disso, o petista transformará em promessa de campanha o projeto de aumentar para até R$ 140 mil anuais o limite de receita bruta anual dos MEIs (microempreendedores individuais).

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante cerimônia no Palácio do Planalto - Gabriela Biló - 10.set.26/Folhapress · Gabriela Biló - 10.set.26/Folhapress
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante cerimônia no Palácio do Planalto - Gabriela Biló - 10.set.26/Folhapress · Gabriela Biló - 10.set.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A propaganda também buscará tachar o principal adversário do petista, o senador Flávio Bolsonaro ( PL -RJ), como mentiroso, ainda que o assunto predominante da peça seja a economia. A campanha petista passou, na última semana, a produzir propagandas mais assertivas e com mais sinalizações sobre o futuro. Antes, predominava a defesa da atual gestão Lula.

    Flávio Bolsonaro ganhou espaço nas pesquisas nas últimas semanas e aparece tecnicamente empatado com Lula na maioria dos levantamentos para o segundo turno. Na segunda-feira (14), pesquisa Quaest com margem de erro de dois pontos percentuais mostrou o candidato do PL numericamente à frente : 42% das intenções de voto para o segundo turno, contra 40% do petista.

    O vídeo que irá ao ar na noite desta quinta é uma resposta a um dos eixos da campanha bolsonarista: a crítica ao atual custo de vida com promessas de redução em preços de alimentos, caso Flávio seja eleito.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O programa exibirá uma fala do próprio Lula vinculando o atual custo de vida ao governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio.

    "Tem gente prometendo baixar o preço das coisas. Mas, quando eles tiveram a caneta na mão, o arroz e o feijão chegaram às alturas. Os impostos que zeraram foram para jet ski e jatinho. Entregaram de mão beijada a distribuição e o refino dos combustíveis aos estrangeiros. Isso tudo doeu no seu bolso, no posto e no supermercado", afirma o presidente da República na peça de propaganda.

    Em seguida, são exibidos depoimentos de pessoas afirmando que as compras ficaram mais caras durante a gestão Bolsonaro e que foi uma época ruim. Depois, uma apresentadora diz que os preços dispararam na gestão anterior. "Lula começou o trabalho de trazer de volta o poder de compra das pessoas. Mas você sente no seu bolso até hoje, porque reconstruir leva tempo", afirma a apresentadora.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O vídeo busca vincular a alta nos preços a decisões do governo Bolsonaro, como a privatização da distribuição de combustíveis. Além disso, tem ao fundo imagens de um prato de metal vazio e de ossos com carne passada –uma referência ao que, na eleição de 2022, ficou conhecido com "fila do osso" e desgastou o então candidato à reeleição Jair Bolsonaro.

    No mesmo bloco, Lula aparece novamente afirmando que seus adversários "governam para milionários", enquanto seu grupo político governa para os trabalhadores. Assista a esse trecho do programa a seguir:

    O programa entra, então, em uma parte dedicada a convencer os eleitores de que a situação econômica de cada um vai melhorar.

    A propaganda transforma em promessa de campanha o projeto de aumentar o limite de receita dos MEIs para até R$ 140 mil. A proposta foi enviada pelo atual governo ao Congresso no final de junho. No formato que chegou ao Legislativo, o texto faria um aumento escalonado para até R$ 140 mil em dois anos. Hoje, o limite é de cerca de R$ 80 mil. A alteração deve custar R$ 8,1 bilhões até 2029 , de acordo com a gestão Lula.

    A proposta é parte de um esforço do petista de se aproximar setores da sociedade que não têm vínculo formal de emprego. Além dos MEIs, outro público-alvo frequente de ações do governo são os motoristas e entregadores de aplicativos.

    O programa também menciona como argumento para convencer o eleitor de que a situação econômica vai melhorar a isenção de impostos sobre produtos da cesta básica, que passa a valer no ano que vem. E Lula aparece para dizer que o dinheiro economizado graças à isenção de Imposto de Renda é "como se fosse um 14º salário" para quem ganha até R$ 5.000.

    "Eu sei que ainda não está bom. Mas eu vou garantir: a inflação seguirá sob controle, você não vai mais pagar a taxa das blusinhas, salário mínimo vai estar sempre acima da inflação, vamos investir para gerar emprego de qualidade com salários melhores. Você conhece minha causa. Minha causa é o Brasil, você e sua família", diz Lula em outro momento que aparece falando no programa.

    O início do vídeo tenta taxar Flávio Bolsonaro como mentiroso. É exibida uma fala do adversário em que ele diz não haver nenhuma investigação contra ele. A cena seguinte é o Jornal Nacional noticiando que Flávio Bolsonaro é alvo de apuração .

    A campanha de Lula, então, mostra pessoas chamando o adversário de Lula por nomes como "mentiroso", "cara de pau" e "Pinóquio". O trecho é encerrado com um locutor questionando se é possível confiar no candidato bolsonarista. Também será repetida a ideia de que o adversário de Lula não é capaz de conduzir uma política que reduza o custo de vida.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    As principais notícias da semana sobre o cenário jurídico e conteúdos exclusivos

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/campanha-de-lula-vai-culpar-bolsonaro-por-precos-de-alimentos-e-prometer-limite-maior-para-mei.shtml.

    Imagem 1
    1 / 3

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante cerimônia no Palácio do Planalto - Gabriela Biló - 10.set.26/Folhapress · Gabriela Biló - 10.set.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)