Política

    Campanha de Lula avalia interferência no Grok e X, mas prioriza Meta

    Petistas monitoram plataformas de Elon Musk e concentram ações na empresa de Mark Zuckerberg, com denúncias a órgãos internacionais

    Poder360
    14 de outubro de 2026 às 23:24
    Campanha de Lula avalia interferência no Grok e X, mas prioriza Meta
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    Petistas monitoram plataformas de Elon Musk e concentram ações na empresa de Mark Zuckerberg, com denúncias a órgãos internacionais

    Integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam monitorar episódios de possível interferência no Grok, IA da xAI, de Elon Musk, e no X. Avaliam, porém, que o alcance é mínimo e que, por isso, o foco das ações é a Meta. Segundo a campanha, 90% da interferência monitorada vem da empresa de Mark Zuckerberg.

    A campanha não detalhou os casos em outras plataformas. Na 4ª feira (14.out.2026), o líder do PT no Senado e porta-voz da campanha, Camilo Santana, disse que a Meta de favorece Flávio Bolsonaro (PL) na IA do WhatsApp.

    O governo do presidente defende desde o início do ano regras mais rígidas para as big techs e alerta para os riscos da influência dos algoritmos nas eleições
    O governo do presidente defende desde o início do ano regras mais rígidas para as big techs e alerta para os riscos da influência dos algoritmos nas eleições — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

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    Ao pedir uma bandeira de Lula (13), a ferramenta não a mostra, mas exibe a de Flávio Bolsonaro (22). Na busca por “exército do Lula”, sugere a página da “tropa do Flávio”. O inverso, segundo ele, não acontece. O caso foi registrado pelo Poder360 .

    A campanha afirma ainda que o perfil de Lula ficou por horas sem o botão de repostar e teve falhas nos Stories. Camilo disse que a Meta reconhece falhas técnicas, mas não dá transparência. Segundo ele, o site da campanha recebeu mais de 2.500 denúncias de cidadãos em 3 dias.

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    Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    A campanha vai levar o caso à OEA (Organização dos Estados Americanos) e à ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). Na 5ª feira (15.out), reunirá os observadores internacionais credenciados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    A Meta nega as acusações feitas pela campanha. Em nota, disse que as alegações são falsas e que cumpre as normas eleitorais.

    O marqueteiro da campanha, Sidônio Palmeira, ligou a suspeita de interferência aos Estados Unidos. Citou o Brexit como exemplo e disse que a Meta sempre beneficiou a “extrema-direita” .

    “Estão objetivamente interferindo nas eleições dos brasileiros” , declarou ao afirmar não ter dúvidas sobre o interesse norte-americano no pleito interno.

    Também na 4ª feira (14.out.2026), a campanha se reuniu com representantes de partidos e entidades de defesa da democracia de mais de 12 países. Camilo afirmou que o objetivo é fazer a denúncia ser repercutida em parlamentos e na imprensa dessas nações.

    Questionado sobre quais países participaram, citou Estados Unidos, Reino Unido, Argentina, Colômbia, Mocambique, Guatemala, Honduras, Uruguai, Venezuela, Chile e Espanha.

    O governo do presidente defende desde o início do ano regras mais rígidas para as big techs e alerta para os riscos da influência dos algoritmos nas eleições.

    Em abril, na Espanha, Lula criticou o que chamou de “colonialismo digital” e defendeu medidas para evitar interferência externa. Em maio, o governo editou decretos que ampliaram a responsabilização das plataformas digitais . Em julho, o Planalto associou a pressão de congressistas republicanos dos Estados Unidos contra a regulação brasileira a uma tentativa de influenciar o debate político nacional, segundo reportagem do Poder360 .

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/campanha-de-lula-avalia-interferencia-no-grok-e-x-mas-prioriza-meta/.

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