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    Campanha de Lula adotou estratégia “gradual” sobre Moraes e STF

    PT mediu terreno de repercussão até começar a citar ministro e defender enfaticamente investigação

    CNN Brasil
    20 de setembro de 2026 às 07:42
    Campanha de Lula adotou estratégia “gradual” sobre Moraes e STF
    Foto: CNN Brasil

    A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou uma estratégia gradual sobre a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) e a defesa de investigação do ministro Alexandre de Moraes.

    De início, o tom foi de que os fatos não tinham qualquer conexão com a campanha, de condenar vazamentos seletivos e de bater na tecla para a retirada de sigilo do caso Dark Horse.

    Mas à medida em que o time de Lula sentia o impacto da crise desencadeada no Supremo na primeira semana do mês, o tom foi mudando. O PT testou o discurso antissistema primeiro com um vídeo do presidente da sigla, Edinho Silva.

    Luiz Inácio Lula da Silva e Alexandre de Moraes • Fotos: Agência Brasil · • Fotos: Agência Brasil
    Luiz Inácio Lula da Silva e Alexandre de Moraes • Fotos: Agência Brasil · • Fotos: Agência Brasil — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Não foi o suficiente, e o próprio Lula gravou vídeos para as redes sociais dois dias depois, subindo o tom contra o caso Master, citando a gravidade dos acontecimentos no STF, mas sem citar nominalmente nenhum ministro ao defender investigações “doa a quem doer” e sem blindagens.

    Em um tom “institucional”, Lula quebrou o silêncio na gravação de 4 de setembro e disse que o povo brasileiro espera que o presidente do STF, Edson Fachin, e a PGR (Procuradoria-Geral da República), “liderem um processo para garantir a integridade e a confiança nas investigações”.

    Nos dias seguintes, com o impacto da crise ainda batendo na campanha e índices preocupantes nas pesquisas, o QG de Lula foi orientando uma subida de tom.

    "Nada deve ser vitalício", diz Alckmin sobre vagas no STF
    "Nada deve ser vitalício", diz Alckmin sobre vagas no STF — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O PT começou a trabalhar com bordões sobre Daniel Vorcaro, com peças disparadas pela militância dizendo que “no governo Bolsonaro, Vorcaro virou banqueiro e no governo Lula, prisioneiro”.

    O próprio Lula, no entanto, custou a largar a mão de Alexandre de Moraes, alvo de suspeitas após o relatório que aponta 52 trocas de mensagens com Vorcaro e uma consulta sobre uma eventual fuga do país às vésperas da prisão .

    Lula só citou Moraes dias depois em uma entrevista ao SBT, após fazer críticas aos vazamentos seletivos de viés político e elogios a Fachin ao trazer o processo de apuração para si e colocar um pouco de ordem na casa.

    Mendonça e Fux dizem à PF que ainda não acessaram celular de Vorcaro
    Mendonça e Fux dizem à PF que ainda não acessaram celular de Vorcaro — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Se o Fachin é culpado, ele tem que pagar. Todo mundo tem que estar à disposição do cumprimento da nossa Constituição. A lei acima de tudo e a verdade seja soberana. É isso que eu quero”, disse em entrevista ao SBT.

    Em entrevistas após a sessão da última terça-feira (15), em que o pedido de vista de Flávio Dino congelou o andamento após o processo, Lula começou a falar mais enfaticamente de Moraes.

    A avaliação de alas do PT é de que Dino trouxe mais desafios para a campanha com o gesto, ainda mais por ser um ex-ministro do governo, e que o melhor teria sido a abertura de investigação.

    TSE aceita abrir ação contra Lula por desfile no Carnaval do Rio de Janeiro
    TSE aceita abrir ação contra Lula por desfile no Carnaval do Rio de Janeiro — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Ao podcast DL Show no dia seguinte, Lula buscou se afastar de Moraes e disse que não era presidente quando o ministro foi indicado ao STF. Moraes chegou à corte em 2017 por indicação do então presidente Michel Temer para a vaga de Teori Zavascki, morto meses antes em um acidente aéreo.

    “Eu não era presidente quando o ministro Alexandre de Moraes foi indicado para a Suprema Corte, ele [Flávio] era senador, ele deve ter votado pelo Alexandre de Moraes. Eu não era presidente quando eles indicaram o Kassio, ele deve ter votado. Eu não era presidente quando eles indicaram o André Mendonça, portanto ele era culpado, e não eu”, afirmou.

    Ao mesmo tempo em que ia calculando impactos, o PT indicava aos candidatos a outros cargos que fossem pra cima nas cobranças de investigações e subissem o tom contra o principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), com a ideia de mostrar que Lula não está envolvido, mas que Flávio é investigado.

    Mendonça e Fux dizem à PF que ainda não acessaram celular de Vorcaro
    Mendonça e Fux dizem à PF que ainda não acessaram celular de Vorcaro — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Nas redes, perfis de petistas e do próprio Lula também endureceram o discurso contra o senador e o governo Bolsonaro. A campanha resgatou episódios como da “fila do osso”, a pandemia do coronavírus e as queimadas para traçar comparativos entre as duas gestões.

    STF abre margem para Moraes votar a favor de si mesmo | HORA H

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    TSE aceita abrir ação contra Lula por desfile no Carnaval do Rio de Janeiro — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    STF abre margem para Moraes votar a favor de si mesmo | HORA H — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/campanha-de-lula-adotou-estrategia-gradual-sobre-moraes-e-stf/.

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