Campanha de Flávio diz que manterá Petrobras estatal
Marinho afirma que empresas sob controle federal serão avaliadas e promete rever a Reforma Tributária em eventual governo

Marinho afirma que empresas sob controle federal serão avaliadas e promete rever a Reforma Tributária em eventual governo
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, afirmou nesta 3ª feira (18.ago.2026) que um eventual governo do candidato avaliará o desempenho das empresas estatais, mas não pretende privatizar a Petrobras.
A declaração foi dada durante o “Diálogo com Presidenciáveis”, promovido pela Unecs (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), em Brasília. Flávio foi convidado, mas se ausentou por “conflito de agenda” , segundo a campanha. Marinho e o candidato a vice-presidente, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), representaram a chapa.

“A Petrobras é uma empresa importante e estratégica para o Brasil. Todas as empresas estatais vão passar por uma avaliação para verificar qual é a sua eficácia. Não há nenhum plano no sentido de privatizar a Petrobras” , declarou Marinho a jornalistas.
Questionado sobre a participação de Flávio nos debates eleitorais, Marinho repetiu que o candidato só comparecerá aos encontros dos quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também participar.
Marinho afirmou que a Reforma Tributária seria revista nos 6 primeiros meses de um eventual governo. Disse que a intenção não é acabar com o novo sistema, mas corrigir o que classificou como “distorções” .

“Nós vamos nos debruçar sobre a reforma. Não é para paralisar a reforma nem acabar com a reforma. A reforma é necessária, mas para corrigir as suas distorções” , declarou.
O senador criticou a alíquota estimada em cerca de 28% para o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) e classificou o percentual como “inexequível” , principalmente para o comércio e os serviços. Apesar de defender a redução da carga tributária, não apresentou uma meta.
Gaspar prometeu um “tesouraço” nas despesas públicas e defendeu a redução da estrutura do governo. Segundo ele, a burocracia faz com que o Estado brasileiro preste um “desserviço” a empresários, cidadãos e contribuintes.
Gaspar também apresentou propostas para a segurança pública. Relacionou a corrupção à redução dos recursos disponíveis para investimentos e afirmou que o combate ao crime organizado será a “prioridade número 1” de um eventual governo de Flávio.
Segundo o candidato a vice, a chapa pretende:
“A partir de 5 de janeiro de 2027, o presidente Flávio Bolsonaro vai decretar guerra ao crime organizado” , afirmou Gaspar.
Gaspar e Marinho também criticaram o Supremo Tribunal Federal. O candidato a vice afirmou haver uma sobreposição do Judiciário aos demais Poderes e criticou decisões individuais de ministros que suspendem medidas aprovadas pelo Congresso.
Marinho disse que a candidatura pretende restabelecer o que chamou de “normalidade democrática” . Afirmou que eventuais mudanças serão feitas dentro da Constituição.
A campanha reafirmou a proposta de acabar com a reeleição para presidente da República. Segundo Marinho, a mudança faria com que um eventual governo de Flávio tomasse decisões pensando nas “próximas gerações” , e não nas “próximas eleições” .
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/campanha-de-flavio-diz-que-mantera-petrobras-estatal/.

“A Petrobras é uma empresa importante e estratégica para o Brasil. Todas as empresas estatais vão passar por uma avaliação para verificar qual é a sua eficácia", declarou Marinho — Foto: Poder360
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