Política

    Campanha de Cury defende que “saúde não deve ser tributada”

    Candidatura do Avante defende alíquota zero para medicamentos e dispositivos médicos e critica reforma tributária

    Poder360
    24 de setembro de 2026 às 19:37
    Campanha de Cury defende que “saúde não deve ser tributada”
    Foto: Poder360

    Candidatura do Avante defende alíquota zero para medicamentos e dispositivos médicos e critica reforma tributária

    A campanha presidencial do escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) defende uma isenção tributária ampla para medicamentos, equipamentos e dispositivos médicos. A posição foi apresentada por Paula Távora, representante da candidatura, durante o Fórum Saúde, Diálogo e Desenvolvimento , realizado nesta 5ª feira (24.set.2026), em São Paulo.

    “No nosso entendimento, saúde não deve ser tributada” , afirmou Távora. “Nós vamos trabalhar pela isenção mais ampla.”

    Na imagem, da esquerda para a direita, Paula Távora, representante da campanha de Augusto Cury e o jornalista Carlos Tramontina
    Na imagem, da esquerda para a direita, Paula Távora, representante da campanha de Augusto Cury e o jornalista Carlos Tramontina — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    A representante criticou o modelo adotado pela reforma tributária . A legislação estima uma redução de 60% nas alíquotas de IBS e CBS para medicamentos em geral e alíquota zero para produtos específicos. No caso dos dispositivos médicos, a legislação estabelece tratamentos tributários diferentes conforme os produtos e as operações.

    “Pessoalmente, nós não concordamos com o que está sendo proposto” , disse Távora. “As regras não são claras e vão ser aplicadas daqui a 3 meses.”

    Para ilustrar o que considera um problema na tributação de dispositivos médicos, a representante fez uma analogia com o IPVA:

    “O medicamento e o dispositivo médico são a mesma coisa que um carro com IPVA. Por que pagar anualmente por um dispositivo, pela otimização desse dispositivo? Pago na fonte, pago no uso, pago na troca. É abusivo.”

    Questionada sobre as 3 prioridades da candidatura na área da saúde e a viabilidade de implementá-las nos primeiros 100 dias de governo, Távora apresentou diferentes eixos de atuação.

    O 1º é a expansão da atenção primária para municípios pequenos e regiões remotas, com o mapeamento e a estruturação de unidades de saúde. “Nosso país não pode continuar com a saúde concentrada nas grandes cidades” , disse.

    O 2º é a prevenção de doenças oncológicas com base no modelo do Hospital de Amor, em Barretos (SP), referência em prevenção e diagnóstico do câncer.

    “Nós queremos copiar, colar e instalar esse modelo na prevenção de doenças oncológicas” , afirmou Távora.

    O 3º eixo é a saúde mental, com foco em neurodivergência e na integração entre os setores de saúde e educação. A representante destacou a atuação de Cury, que é psiquiatra e autor de livros sobre o tema.

    Távora também citou a longevidade como uma das áreas de atenção da candidatura e defendeu políticas voltadas à funcionalidade da população idosa.

    Sobre o financiamento do SUS, a representante afirmou que o principal problema do sistema não é a falta de recursos, mas a gestão.

    “O SUS tem um problema seríssimo de gestão” , disse Távora. “É um dos modelos de saúde universal mais bem desenhados e poderia ser muito melhor sucedido se tivéssemos um modelo de gestão eficiente.”

    Ela defendeu mudanças na distribuição e no acompanhamento dos recursos públicos destinados à saúde.

    No campo das emendas parlamentares, a candidatura propõe a criação de sistemas de governança que obriguem parlamentares a justificar a destinação dos recursos e a prestar contas dos resultados.

    “Não pode ser o dinheiro visto e ponto” , afirmou Távora. “Dinheiro na mão é vendaval.”

    Para reduzir a judicialização da saúde, a proposta é criar um departamento específico para doenças raras no Ministério da Saúde, com orçamento separado.

    “Então, nossa proposta é que no Ministério da Saúde nós tenhamos um departamento de doenças raras, preveníveis ou não, para tratar esse orçamento separadamente” , afirmou.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/campanha-de-cury-defende-que-saude-nao-deve-ser-tributada/.

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    Na imagem, da esquerda para a direita, Paula Távora, representante da campanha de Augusto Cury e o jornalista Carlos Tramontina — Foto: Poder360

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