Câmara de Marechal Floriano cassa mandato do prefeito Lidiney Gobbi após denúncias de fraudes em licitações
Lidiney Gobbi durante a sessão na Câmara de Vereadores em que teve o mandato cassado Divulgação/Câmara Municipal de Marechal Floriano A Câmara Municipal de Marechal Floriano, na Região Serrana do Espírito Santo, cassou por unanimidade o mandato do prefeito Lidiney Gobbi (PP). A sessão extraordinária de julgamento foi realizada nesta sexta-feira (25) e a posse do vice-prefeito, Júnior Lovatti, está prevista para as próximas horas. A perda do mandato tem efeito imediato e ocorreu após o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) derrubar a decisão que havia suspendido o julgamento do processo
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Lidiney Gobbi durante a sessão na Câmara de Vereadores em que teve o mandato cassado — Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Marechal Floriano
A Câmara Municipal de Marechal Floriano , na Região Serrana do Espírito Santo, cassou por unanimidade o mandato do prefeito Lidiney Gobbi (PP) . A sessão extraordinária de julgamento foi realizada nesta sexta-feira (25) e a posse do vice-prefeito, Júnior Lovatti, está prevista para as próximas horas.
A perda do mandato tem efeito imediato e ocorreu após o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) derrubar a decisão que havia suspendido o julgamento do processo em fevereiro deste ano. O caso teve início após denúncias de irregularidades no Portal de Licitações do município entre julho e outubro de 2025.

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A defesa do agora ex-prefeito não foi localizada até a última atualização desta reportagem.
A investigação contra o prefeito começou em novembro de 2025, quando a denúncia foi protocolada na Câmara Municipal. A partir da acusação, o Plenário instaurou uma Comissão Processante, que aprovou o parecer pela cassação do mandato em fevereiro deste ano.
O relatório final detalhou quatro eixos principais de irregularidades:
Manipulação no Portal de Licitações: segundo o documento, processos de dispensa de licitação de 2025 eram divulgados com anos retroativos (como 1980, 1972, 2000 e 2022), saindo temporariamente das listas de visibilidade pública e retornando após a conclusão dos certames. Em depoimento, um servidor confirmou que as alterações de datas eram feitas manualmente para afastar concorrentes e viabilizar pagamentos a empresas que já haviam prestado serviços sem contrato prévio.
Execução de obras sem contrato: obras e serviços de engenharia foram realizados antes da formalização contratual. A comissão apontou publicações nas redes sociais do próprio prefeito celebrando obras concluídas semanas antes da assinatura formal dos contratos. Além disso, maquinário e servidores municipais foram utilizados para realizar serviços de remoção de entulho que cabiam à empresa contratada.
Fracionamento ilegal de despesas: ocorreu a divisão artificial de contratações de mesma natureza para escapar de procedimentos licitatórios competitivos.
Omissão e dever de vigilância: o relatório concluiu que o prefeito negligenciou o dever de fiscalização ao homologar certames com erros, assinar contratos e manter o portal desatualizado por meses.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2026/09/25/camara-de-marechal-floriano-cassa-mandato-do-prefeito-lidiney-gobbi-apos-denuncias-de-fraudes-em-licitacoes.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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